segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

PORQUE O LIVRO DE MÓRMON NÃO É VERDADEIRO

Durante muitos anos, precisamente 18 da minha vida, segui ativamente a doutrina comumente conhecida como mormonismo. Para quem não sabe não se trata de uma religião, mas de uma seita. Entende-se por seita qualquer movimento religioso que não seja tradicionalmente hegemônica, ou seja, sem tradição cultural oriunda de um povo. Os ensinamentos e a organização do mormonismo na realidade estão inseridos no Cristianismo, com obviedade de diferenças. Segundo a liderança da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (nome da organização religiosa mais conhecida como Igreja Mórmon ou SUD, abreviatura de Santos dos Últimos Dias), o mormonismo é uma religião mesmo. Na realidade não é.
Este nome, Mórmon é proveniente de um livro que seus membros usam como santa e verdadeira palavra de Deus. Quando eu era membro desta organização, acreditei por algumas ocasiões que o seu conteúdo era o que a organização religiosa professava. Trata-se na verdade de uma fantasiosa história inventada no século XIX por duas pessoas muito ardilosas, Oliver Cowdery e Joseph Smith Junior.
JOSEPH SMITH – ORIGEM E ADOLESCÊNCIA
As análises aqui feitas não são a biografia completa da vida de Joseph Smith, pois isto já foi muito bem feito por vários estudiosos. Aqui, são avaliadas as partes mais importantes do caráter deste homem, assim como as influências que ele sofreu ao longo de sua vida e que delinearam o rumo do mormonismo.

HISTÓRIA GERAL

Joseph Smith Jr. nasceu em Sharon, Vermont. Seu pai, também chamado Joseph, e sua mãe, Lucy, começaram o casamento com o dote de mil dólares. Mas este dote foi gasto rapidamente e a fazenda na qual viviam logo ficou cheia de mato.

Numa tentativa de recuperar suas perdas, o pai de Joseph ouviu dizer que os chineses pagariam altos valores pela raiz de ginseng, que crescia em Vermont. Assim, ele investiu tudo que sobrara num carregamento de Ginseng para a China. Quando seu plano falhou, a família mudou-se para uma fazenda próxima a Palmyra, Nova York, na parte oeste do estado. Ali estavam em condições um pouco melhores que em Vermont.

Os Smith eram uma família pobre, e não podiam arcar com os custos de uma educação particular para seus filhos. As crianças aprenderam a ler e a escrever com sua mãe Lucy, e com seu pai Joseph Smith Sr., que ocasionalmente também era professor.  Ao ler a biografia de Lucy, percebemos que ela era muito bem educada e sem dúvidas, capaz de ensinar um certo nível de inglês aos seus filhos.

De acordo com os escritos de Lucy Smith:
“Conforme nossos filhos foram excluídos do privilégio das escolas, nós começamos a fazer de tudo para realizarmos essa importante tarefa. Nós colocamos nosso segundo filho, Hyrum, em uma academia em Hanover, e os outros, que não tinham idade suficiente, nós os colocamos em uma escola comum, que também era bem conveniente. Enquanto isso, eu e meu companheiro estávamos fazendo tudo que nossas habilidades permitiam para a prosperidade e vantagem da família”

Um mito dentro do mormonismo é apresentar Joseph Smith como um garoto da fazenda ignorante, que foi escolhido por Deus para ser Seu representante. Assim, é afirmado que Joseph não poderia saber o suficiente para compor e criar o livro de mórmon a partir de seus conhecimentos.

Enquanto Joseph não foi educado no sentido formal, ele era um leitor muito capacitado. Amostras antigas de seus escritos mostram claramente que ele era capaz de compor pensamentos de forma polida e literata. Quando essa capacidade de leitura é unida com a disponibilidade de materiais de leitura e uma mente altamente questionadora,  emerge uma imagem bem diferente daquele garoto ignorante da fazenda.

Apesar de sua ortografia e sintaxe não serem boas em relação aos padrões do século XXI, devemos lembrar que apenas em 1828 os primeiros dicionários americanos foram publicados, e a ortografia foi padronizada.

VIDA RELIGIOSA

O lar em que Joseph Smith foi criado estava religiosamente dividido. Lucy Mack veio de uma família de Connecticut, que se separou do tradicional puritanismo e uniu-se aos Seekers, um movimento que procurava por um novo profeta e novas revelações para a restauração do cristianismo verdadeiro.

O avô materno de Joseph, Solomon Mack, afirmava ter presenciado visitas divinas do paraíso. Quando ele tinha 78 anos, os relatos destas visitas foram publicados em um pequeno livro que ele distribuiu aos amigos, vizinhos e à qualquer um que o comprasse.

Já a família de seu pai, de acordo com os dados genealógicos de New England, vinha de homens ilustres. Robert Smith, um puritano que chegou nos EUA em 1638, teve um filho, Samuel Smith, que foi o representante de Massachusetts. Asahel Smith, filho de Samuel e avô de
Joseph, foi capitão da Minute Men, que respondia pelo alarme de Lexington e pela defesa de Boston.

Lucy Mack Smith, a mãe de Joseph Smith Jr., era uma mulher ambiciosa e muito mística, sempre falando de seus sonhos estranhos. Ela era, entretanto, a mais empreendedora da família. As pessoas que a conheciam diziam que ela podia olhar diretamente em seus olhos, inventar um conto inimaginável e, quando desafiada, conseguia defender suas afirmações exageradas sem nenhum constrangimento.

Muito pouco pode ser dito sobre o pai de Joseph Smith. O escritor mórmon Dale Morgan descreve Joseph Smith Sr. como “Não tendo inclinação para o trabalho físico ou de campo, e não era um homem de se isolar em um local solitário na periferia da civilização”

 Joseph Smith Sênior, segundo relata sua esposa, teve ao todo sete sonhos ou visões consideradas sagradas. O tema recorrente nos seus sonhos era a condição solitária de "seeker" vagando no deserto religioso de seu tempo. Outro tema também comum era a redenção de sua alma e a futura salvação.

Ele também era dado à caça ao tesouro. Em uma declaração assinada por vários cidadãos proeminentes de Manchester, Nova York, em 3 de novembro de 1833, Smith Pai era descrito como “preguiçoso, indolente, sem temperança [podendo referir-se à bebidas alcoólicas], destituído de caráter moral e viciado em certos hábitos”.

Apesar de terem uma certa religiosidade, a família raramente ia à igreja. Lucy ia à alguns encontros presbiterianos, mas seu marido se recusava a acompanhá-la. Após se mudarem para Palmyra, eles se envolveram com magia e com procura de tesouro.

D. Michael Quinn, um estudioso mórmon, documentou cuidadosamente como a cultura da época influenciou Smith, especialmente sua família. Seu pai e seu tio usavam gravetos divinos. Luman Walters ensinou à Joseph como usar a “Pedra do Vidente” para descoberta de tesouros e “espíritos familiares”, e a usar instrumentos de bruxaria como “sapos empalhados” e uma “adaga antiga”.

Ainda, as seguintes declarações mostram as expectativas religiosas da família:

Sobre Asahel Smith, avô de Joseph Smith:
"Meu avô” recorda o primo de Joseph, George A. Smith “disse que ele sempre soube que Deus iria levantar algum ramo de sua família que seria de grande benefício para a humanidade”.

De acordo com Joseph, após seu avô Asahel ter lido quase todo o livro de mórmon:
ele declarou que eu [Joseph] era o profeta que ele já sabia que viria nesta família”.

A família Smith deu muita atenção às revelações de Joseph e, de acordo com sua mãe, geralmente passavam as tardes ouvindo-o ensinar. Lucy Mack Smith, mãe de Joseph Smith disse:

Eu presumo que nossa família apresentava um aspecto mais singular do que qualquer outra família que já viveu na face da terra – todos se sentavam em círculo, pai, mãe, filhos e filhas, e davam uma profunda atenção à esse garoto de 18 anos de idade: .... A união mais doce e a felicidade espalhavam-se em nossa casa, e a tranquilidade reinava em nosso meio”.

O MOVIMENTO SEEKER E O MORMONISMO
(extraído e adaptado de NEVES, 2005)

É necessário chamarmos a atenção para a primeira visão de Joseph Smith: atônica da visão era inteiramente seeker com a confirmação de que o mundo estava espiritualmente morto, ou seja, em condição apóstata do cristianismo. 

Porém, na primeira visão, não havia nada que prometesse a futura restauração do evangelho. De fato, somente com o desdobrar gradual da religião é que Joseph Smith começou a definir os conceitos de apostasia, restauração e autoridade. A visão, a princípio, era um assunto estritamente pessoal com a busca do perdão divino.

A primeira menção de uma restauração da igreja primitiva foi feita somente em março de 1829, NOVE anos após a primeira visão, explicando que Deus poderia estabelecer uma igreja de acordo com o padrão do Novo Testamento.

A restauração da autoridade para batizar, feita por um mensageiro angélico, foi o cumprimento das mais profundas expectativas seekers. Seu sucesso ao converter discípulos se deve, fundamentalmente, por sua reivindicação única de autoridade divina.

Ainda hoje os missionários mórmons reivindicam para si a exclusividade desta autoridade. Assim, todo o desenvolvimento doutrinário do mormonismo, sob o comando de Joseph Smith, pode ser considerado uma bem sucedida busca pela autoridade religiosa. A influência seeker sobre o mormonismo é evidente, e obteve seu auge com a conversão coletiva da comunidade seeker no noroeste de Ohio.

Sidney Rigdom, assim como diversos seguidores de Campbell, buscava uma restauração radical que incluísse dons e manifestações espirituais do cristianismo primitivo, e não apenas a restauração da sua forma exterior, como pregavam os Campbelistas. Assim, em pouco tempo, enormes ondas de seguidores campbelistas uniram-se ao mormonismo, que afirmava possuir a autoridade divina.

A ORIGEM DO LIVRO DE MÓRMON

A mãe de Joseph declarou, muito antes de Joseph ter recebido as placas de ouro, que ele já estava ciente das histórias que elas continham:

“Durante nossas conversas à tarde, Joseph ocasionalmente nos dava algumas descrições, das mais incríveis que se possa imaginar. Ele descrevia os habitantes antigos deste continente, suas roupas, a forma de viajarem, e os animais que eles cavalgavam; suas cidades, seus prédios com todas as suas particularidades; suas formas de combates com os inimigos; e também suas adorações religiosas. Ele fazia isso de uma maneira tão fácil, parecendo que ele tinha passado toda a sua vida entre eles.” (Lucy Smith, Biographical Sketches, p. 85).

Joseph contava essas histórias antes de seu irmão Alvin morrer, em novembro de 1823. Ele apenas receberia as placas em setembro de 1827. De onde veio toda essa informação tão específica?

Não há nenhum registro que sequer indique que, durante os encontros anuais com o anjo Morôni, esses detalhes lhe foram revelados. Qual seria a fonte destas informações, além de sua mente fértil?

Um monte indígena que se situava no oeste de Nova York era uma fonte constante de especulação, quando Joseph ali cresceu. Havia uma lenda muito comum de que o oeste de Nova York e Ohio havia sido um local de uma terrível luta e que os montes eram, na verdade, cemitérios de uma nação inteira.

Em 1821, um jornal de Palmyra afirmou que os que cavaram o Canal Erie (próximo ao local citado) desenterraram “várias placas de latão” junto a esqueletos e fragmentos de cerâmica. (Fawn Brodie, No Man Knows My History, pp. 35-36)

Outra teoria, muito popular na época de Joseph, era que os nativos americanos eram descendentes dos hebreus. Os pregadores mais conhecidos dos EUA - William Penn, Roger Williams, Cotton Mather, Jonathan Edwards – já haviam exposto esta teoria.

Um rabino judeu, M.M. Noah resumiu os paralelos entre as culturas hebraicas e os costumes indígenas no jornal da cidade de Joseph, em 11 de outubro de 1825.
Sem dúvidas, Joseph tinha acesso ao jornal Wayne Sentinel, pois em 11 de agosto de 1826, seu pai estava em uma lista de assinantes do jornal, e devia US$5.60 (Fawn Brodie, No Man Knows My History, 45-46).

Ethan Smith foi um ministro da igreja Congregacional em Poultney, Vermont, entre 1821 e 1826, quando escreveu “View of the Hebrews”. Foi primeiramente publicado em 1823 (o livro de mórmon foi publicado 6 anos depois, em 1829).

O interessante é que Oliver Cowdery, que foi um dos escribas e testemunha do livro de mórmon, viveu em Poultney por 22 anos até 1825. A madrasta de Cowdery e três de suas irmãs eram membros da congregação de Ethan Smith.

Porém, é importante ressaltar que não existem evidências diretas que provem ou desaprovem que Joseph Smith tenha lido View of the Hebrews.

Outro livro, The Wonders of Nature and Providence Displayed, estava na biblioteca local de Manchester (5 milhas da casa de Joseph) e os arquivos mostram que ele foi constantemente consultado durante os anos de 1826 e 1828. Este livro inclui uma longa seção do livro de Ethan Smith e tenta estabelecer a origem hebraica dos americanos nativos.

A teoria de Ethan Smith da origem dos indígenas é exatamente a mesma daquelas que formam o coração da história do livro de mórmon:

“Israel trouxe a este novo continente um grau de civilização considerável; e a melhor parte é que eles trabalharam muito para mantê-lo. Mas outros começaram a caçar e consequentemente caíram em um estado selvagem; aquelas hordas de bárbaros invadiram as cidades mais civilizadas e consequentemente aniquilaram a maior parte delas, e tudo nestas regiões do nordeste!” (View of the Hebrews, p. 184).

Ethan Smith também falou sobre a lenda que supostamente veio de um chefe indígena, dizendo que eles:

“não tinham mais o livro que eles antes tinham preservado por um longo tempo. Mas tendo perdido o conhecimento de lê-lo, eles concluíram que ele [o livro] não seria mais para seu uso; então eles o enterraram com um chefe indígena.” (View of the Hebrews, p. 223).

Que Joseph Smith sabia da lenda está claro, pois ele a citou no jornal da igreja, muitos anos depois, como evidência da acuracidade histórica do livro de mórmon. (Times and Seasons, Nauvoo, Illinois, Vol. 3 (June 1, 1842), pp. 813-814).

Considerando as similaridades entre o livro de mórmon e View of the Hebrews, o seguinte resumo foi feito pelo Elder B. H. Roberts:
LIVRO DE MÓRMON
VIEW OF THE HEBREWS
Tem os israelitas como a origem dos indígenas das Américas.
O mesmo
Fala sobre a destruição de Jerusalém e a dispersão de Israel.
O mesmo
Fala sobre uma futura reunião de Israel e a restauração das dez tribos
O mesmo
Enfatiza e usa muito das profecias de Isaias, incluindo capítulos completos.
O mesmo
Faz um apelo especial aos gentios do Novo Mundo – especialmente ao povo dos USA para se tornarem pais e mães de Israel na América, e que havia grandes promessas às nações gentias que ocupasse essas terras, se submetessem ao programa divino.
O mesmo
O povoamento do Novo Mundo ocorreu devido à migração do Velho Mundo.
O mesmo
A migração dos Jareditas aconteceu “naquela região onde nunca houve nenhum homem”.
O povo que migra vai à um país onde “naquela região onde nunca houve nenhum homem”.
A colônia chega em um vale onde há um grande rio. As pessoas viajaram para o norte e encontraram mares e muita água no seu longo percurso.
O motivo de sua jornada era religioso.
Eter está muito interessado em registrar o que acontece.
A colônia chega em um vale onde há um grande rio. As pessoas viajaram para o norte e encontraram mares e muita água no seu longo percurso.
O motivo de sua jornada era religioso.
Ethan está muito interessado em registrar o que acontece.
Os nefitas são divididos em dois grupos, um civilizado e outro dado à caça selvagem e estilo de vida indolente, que os levou ao barbarismo.
As tribos perdidas dividem-se em dois grupos, um ligado às artes e responsáveis pela civilidade, e outro dado à caça selvagem e estilo de vida indolente, que os levou ao barbarismo.
Guerras grandiosas e ineficientes acontecem entre nefitas e lamanitas.
Guerras grandiosas e ineficientes acontecem entre os povos civilizados e bárbaros.
No final, os lamanitas exterminam os nefitas (o mesmo tendo acontecido com os Jareditas, antes deste grupo).
No final, os selvagens exterminam os civilizados.
Os civilizados desenvolveram uma cultura de artes, de escrita e de conhecimento com uso de ferro e outros metais, assim como a arte da navegação.
O mesmo
Unanimidade da raça – os hebreus e mais nenhuma raça foram os habitantes das Américas antigas.
O mesmo
Os povos do livro de mórmon acreditaram ter ocupado toda a extensão do continente Americano.
Com uma possível exceção dos esquimós, o povo hebreu acreditou ter ocupado toda a extensão do continente Americano.
A lingua original desse povo era o hebraico.
A lingual indígena tinha uma única origem – o hebraico.
Joseph Smith usou um instrumento para traduzir o Livro de Mórmon chamado Urim e Tumim, descrito como duas pedras e um peitoral.
View of the Hebrews descreve entre vários instrumentos encontrados, um peitoral com duas pedras brancas semelhantes à chifre de boi unidas, “imitando as pedras preciosas do Urim”.
Admite a existência de idolatria e sacrifícios humanos.
O mesmo.
Os profetas exaltam à generosidade aos pobres e denuncia o orgulho. A poligamia também é denunciada sob certas condições, como as praticadas por Davi e Salomão.
Generosidade aos pobres é exaltada e o orgulho e poligamia são denunciados.
Escritos sagrados e perdidos seriam restaurados aos lamanitas, assim como as bênçãos de Deus, nos últimos dias.
As tradições indígenas do “Livro Perdido de Deus” e sua restauração aos índios, assim como as “bênçãos” perdidas do Grande Espírito são citados.
Os registros sagrados foram escondidos ou enterrados por Moroni, uma característica que correspondia às tradições deste povo no monte Cumorah.
O livro sagrado de Ethan Smith foi enterrado com um “grande pregador”, “mantenedor da tradição sagrada”.
Citações de fortificações militares extensas, erguidas por vastas áreas e com torres militares de vigia aqui e acolá.
Citações de fortificações militares extensas ligando cidades através dos grandes territórios de Ohio e Mississipi, com torres militares de vigia aqui e acolá.
Cita oratórios ou as torres sagradas.
Descreve as torres sagradas ou “lugares altos”, algumas vezes devotados à verdadeira adoração, em outros momentos como locais de idolatria.
O mesmo povo do Livro de Mórmon faz uma mudança de um governo monárquico para uma forma democrática.
Parte dos habitantes do livro faz uma mudança de um governo monárquico para uma forma democrática.
Os poderes civis e eclesiásticos estão unidos na mesma pessoa no governo democrático.
O mesmo
Lehi, o primeiro profeta ensina que a existência de oposição é necessária em todas as coisas – moralidade oposta à fraqueza, obem ao mal, a vida à morte, e assim em diante.
Alguns povos do livro de Ethan Smith acreditavam na luta constante entre os bons e maus princípios pelos quais o mundo é governado.
O evangelho foi pregado entre os antigos habitantes das américas.
No livro, Ethan Smith fala do evangelho ter sido pregado na América antiga.
O LdM traz um Messias ressurreto ao Novo Mundo, dando ao povo o um ministério, discípulos e igreja .
O livro de Ethan Smith mostra, em detalhes consideráveis, a história do herói da cultura mexicana – Quetzalcoatl – que em muitos aspectos, é semelhante à Cristo.


Joseph também usou a Bíblia literalmente ao criar o livro de mórmon. Aproximadamente 25.000 palavras consistem em passagens do Velho Testamento, principalmente os capítulos de Isaias que Ethan Smith menciona em View of the Hebrews. Outras 2.000 palavras foram retiradas do Novo Testamento. (Fawn Brodie, No Man Knows My History, p. 58)
PROBLEMAS DO LIVRO DE MÓRMON

Cópia da Bíblia - erros e contradições

É evidente que Joseph Smith usou várias fontes em sua monumental obra. Uma destas foi o próprio ambiente onde viveu, especificamente a intensa especulação sobre a origem dos americanos nativos, que incendiou a imaginação coletiva do começo do séc. XIX na Nova Inglaterra. Outros livros, lendas e publicações também foram usados extensamente por Smith.

Mas uma das fontes mais conhecidas que usou para fazer o Livro de Mórmon foi a Bíblia King James [N. do T.: A Bíblia King James, ou Bíblia do Rei Tiago, é a maior Bíblia inglesa. Era a Bíblia vigente na época de Smith em inglês. Em português tem sua equivalente na Almeida Corrigida e Fiel, que segue exatamente a mesma tradução Rei Tiago]. 

É um fato inegável que o Livro de Mórmon cita a Bíblia. Este fato é reconhecido no próprio Livro, em frases como: 

'...agora eu, Néfi, escrevo mais das palavras de Isaías, pois que minha alma se deleita em suas palavras' (II Néfi 11:2). 

O Livro de Mórmon contém longas citações de Isaías - há cerca de vinte e um capítulos do profeta no Livro, em muitos casos, citados literalmente da versão do Rei Tiago.

Os dois grandes blocos de capítulos de Isaías (2-14 e 48-54) estão distribuídos entre quatro livros (1 Néfi, 2 Néfi, Mosias e 3 Néfi). Também, Isaías 29 é citado em 2 Néfi.

A seguinte relação mostra onde os vinte e um capítulos de Isaías são encontrados no Livro de Mórmon:


Isaías 2-14 em 2 Néfi 12-24        -13 capítulos
Isaías 29 em 2 Néfi 27                - 1 capítulo
Isaías 48-49 em 1 Néfi 20-21      - 2 capítulos
Isaías 50-51 em 2 Néfi 7-8          - 2 capítulos
Isaías 52 em 3 Néfi 20                - 1 capítulo
Isaías 53 em Mosias 14              - 1 capítulo
Isaías 54 em 3 Néfi 22                - 1 capítulo

Versículos adicionais de Isaías, na maior parte dos mesmos capítulos citados na relação acima (veja os itálicos abaixo), estão distribuídos por todo o Livro de Mórmon:

Isa 5:26 *  em 2 Néfi 29:2                Isa 11:4 em 2 Néfi 30:9
Isa 11:5-9 em 2 Néfi 30:11-15         Isa 11:11a * dentro 2 Néfi 25:17a; 
 29:1b; cf  25:11
Isa 22:13 * em 2 Néfi 28:7-8            Isa 25:12 * em 2 Néfi 26:15
Isa 28:10.13 * em 2 Néfi 28:30        Isa 29:3-4 * em 2 Néfi 26:15-16
Isa 29:5 * em 2 Néfi 26:18               Isa 29:14a * em 1 Néfi 14:7a;  22:8a; 
2 Néfi 25:17b; 29:1a
Isa 29:15a * em2  Néfi 28:9b           Isa 29:21b * em 2 Néfi 28:16a
Isa 40:3 * em 1 Néfi 10:8                 Isa 45:18 * em 1 Néfi 17:36
Isa 49:22 * em 1 Néfi 22:8; 2 Ne 6:6   Isa 49:23a * em 1 Néfi 22:8b;
2 Néfi 10:9a
Isa 49:23 em 2 Néfi 6:7                   Isa 49:24-26 em Néfi 2 6:16-18
Isa 52:1a * em Morôni 10:31 a        Isa 52:1-2 dentro 2 Néfi 8:24-25
Isa 52:7 * em 1 Néfi 13:37; Mosias 15:14-18   Isa 52:7-10 em Mosias 12:21-24
Isa 52:8-10 em Mosias 15:29-31; 3Néfi 16:18-20  Isa 52:10 * em 1 Néfi 22:10-11
Isa 52:12 * em 3Néfi 21:29               Isa 52:13-15 * dentro 3 Néfi 21:8-10
Isa 53:8.10 * em Mosias 15:10-11     Isa 54:2b * em Morôni 10:31a
Isa 55:1 * em 2 Néfi 26:25              Isa 55:1-2 em 2 Néfi 9:50-51

* passagens de Isaías que foram parafrasedas no Livro de Mórmon.

Nestas passagens citadas de Isaías, aproximadamente um terço dos versículos têm grandes diferenças quando comparado a Versão da Bíblia do Rei Tiago - isto é, mudanças ou adições do texto que mudam  significativamente o sentido do versículo. 

Outro um terço dos versículos de Isaías no Livro de Mórmon tem frases menores ou mudanças na pontuação que não alteram o sentido do versículo; e um terço é exatamente o mesmo que corresponde às passagens bíblicas.


O âmbito do problema

Há uma grande quantidade de material da Bíblia que pode ser facilmente reconhecida no Livro de Mórmon. Este inclui os profetas Isaías e Malaquias do Velho Testamento, e o Sermão da Montanha (Mt. 5-7) do Novo Testamento.

Também pode se mostrar que o Livro de Mórmon contém um número extraordinário de citações bíblicas desconhecidas. É difícil precisar o número exato, mas pode-se dizer que passa de cem.

O Novo Testamento é de longe a maior fonte destas citações. Dos vinte e seis livros do Novo Testamento, vinte deles estão representados por uma ou mais citações no Livro de Mórmon.

O Velho Testamento também dá um pequeno número de citações desconhecidas. Entre estas citações há de Gênesis, Êxodo, Jó, Miquéias, Oséias e Salmos.

Citações reconhecidas

Das citações reconhecidas, Isaías dá a maior quantidade de material. Em geral, este material é citado quase literalmente da Versão do Rei Tiago.

Agumas passagens, porém, mostram que foram bastante alteradas. Por exemplo, Smith alterou Is. 29:11,12 para transformar o texto numa 'profecia' sobre a vida de Anton. (II Néfi 27:15 e seguintes). 

As mudanças que foram feitas no texto são várias. Em geral, a maioria das mudanças acontece nas palavras em itálico do Rei Tiago (que os tradutores do Rei Tiago usaram para mostrar que a tradução não estava no original do texto).

Porém, Smith deixou ou modificou as palavras em itálico. Em alguns casos, as mudanças no texto levaram a leituras impossíveis. Por exemplo, II Néfi 19:1 adiciona as palavras 'mar Vermelho' em Is. 9:1, o que não faz sentido nenhum no contexto geográfico. 

O Livro de Mórmon, neste versículo cita Isaías exatamente igual a Versão do Rei Tiago, palavra por palavra.  A edição brasileira do Livro de Mórmon de 1975, segue EXATAMENTE o inglês, palavra por palavra, assim como a edição brasileira da Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová, que é traduzida literalmente do inglês.

Nem mesmo a Bíblia Almeida Corrigida e Fiel é tão parecida com o Rei Tiago. A Nova Bíblia na Linguagem atual já adiciona "mar Mediterrâneo", uma adição que não está no original, é claro, mas explica bem melhor que "mar Vermelho".

Em vários casos, o Livro de Mórmon segue os erros de tradução do Rei Tiago. No versículo citado, por exemplo, Is. 9:1 deveria ler 'glorioso' em vez de 'seriamente'. O Livro de Mórmon comete o mesmo engano.

Dois capítulos do profeta Malaquias são citados por Jesus em III Néfi 24 e seguintes. A citação é quase literal à da Versão do Rei Tiago, com algumas variações menores.

O Livro de Mórmon também põe o Sermão da Montanha na boca de Jesus em III Néfi 12:3 e seguintes. De novo, a citação é quase literal ao Rei Tiago, com algumas pequenas mudanças, possivelmente para retirar referências anacrônicas (ainda que o autor não teve sucesso completo nisto.)

Citações incompatíveis com a realidade histórica

1 - Em I Nefi 7:2, aparece um judeu por nome de Ismael.

Refutação: Dificilmente um judeu colocaria o nome do pai de uma tribo rival em seu filho. Ismael era filho de Hagar com Abraão, e sua descendência, os ismaelitas, tornou-se rival dos israelitas.

2 - O Livro de Mórmon afirma que os índios americanos são descendentes dos Lamanitas que por sua vez vieram dos semitas hebreus.

Refutação: Os antropólogos e geneticistas têm provado que os índios americanos não tem nada a ver com descendência semita, são mongolóides.

3 - O livro de Mórmon afirma que existiram grandes civilizações na América, textos como: Mórmon 1:7, Jarom 1:8, II Nefi 5:15, Éter 9:17-19 provam isso:
Refutação: Contudo a arqueologia não encontrou nenhum vestígio de tais civilizações que comprovem a veracidade do Livro de Mórmon

Citações anacrônicas

De interesse particular são as citações que aparecem muito tempo antes das fontes serem escritas. Estes incluem várias centenas de citações e alusões do Novo Testamento, como também um anacronismo do Velho Testamento.

Malaquias 4:1-2 é citado várias vezes em I e II Néfi (Veja I Néfi 22:15 e II Néfi 26:4, por exemplo). O problema é que Lehi e sua família supostamente deixaram Jerusalém antes da conquista babilônica - Malaquias, porém, foi um profeta do pós-exílio.

Portanto, qual seria a explicação de por que o Livro de Mórmon repetidamente cita o Novo Testamento antes que fosse escrito, e por que cita os erros da tradução do Rei Tiago (RT - em português, a Almeida CF) com seus arcaísmos e vários anacronismos.

A teoria que o mesmo Espírito que inspirou os hebreus inspirou os profetas nefitas é muito imaginativa. Assim como  a teoria que Smith copiou o Rei Tiago porque era muito próxima à passagem que ele estava 'traduzindo'.

Oras, segundo os mórmons, se a Bíblia é tão falha, por que copiar grandes partes dela, palavra por palavra, ao invés de traduzi-la da fonte fidedigna que Joseph Smith tinha em mãos?


Na realidade, tudo isto parece ser pouco mais que puras cópias, e as falhas podem ser demonstradas.

Por exemplo, o Novo Testamento passou pelo idioma grego antes que fosse traduzido a Versão do Rei Tiago. O mesmo Espírito que inspirou os hebreus, inspirou os nefitas numa linguagem que eles não poderiam entender como o grego?

Essa é a única explicação, embora incrível, sobre a influência da língua grega nas partes do Livro de Mórmon que são citadas do Novo Testamento do Rei Tiago.

Alguns outros exemplos de citações anacrônicas:

1 - Em I Nefi 4:9 e 16:18, aparece uma espada de aço.

Refutação: A ciência nos diz que nessa época ainda não existia o aço, mas somente o bronze.

2 - Em I Nefi 16:10,28 e 18:12, no livro de mórmon, aparece uma bússola.

Refutação: A Bússola ainda não existia no ano 589 a.C. Seu uso como instrumento de orientação só é comprovado no século XII. Por volta de 1300 se registraram as primeiras referências a seu uso entre os árabes e na Europa.

3 - Em I Nefi 18:25, Nefi alega que chegando a “terra abundante”, o nome que Smith deu para a América, encontraram ali cavalos, bois, cabritos [Enos 1:21], etc...

Refutação: A maioria desses animais não existiam ali até os ingleses os levarem. Os espanhóis foram os primeiros a levarem cavalos para o México.

4 - Smith usa a palavra judeu, 600 anos antes de Cristo [I Nefi 13:23 e II Nefi 33:8]

Refutação: O nome “judeu” naquela época não tinha nenhum significado ainda para os hebreus que eram chamados de Israelitas.  

5 - No livro de Ômni 1:25 e também em Alma 9:21, o escritor insta o povo e o rei a acreditarem no “dom de línguas” e no dom de “interpretação de línguas”.
Refutação: Este livro alega ser de 323-130 a.C. Mas como poderia existir tal dom nesta época se a Bíblia diz que o Espírito Santo e estes dois dons foram dados somente no dia de Pentecostes [33 d.C]? Há de se esclarecer ainda que estes dois dons são exclusivos da época neotestamentaria. Todos os demais dons do Espírito se encontram de maneira esparsa no AT, menos estes dois, o que torna impossível biblicamente esta afirmação do livro de Mórmon.

6 - No livro de Helamã 12:26 é citado um versículo do NT como se este já existisse 6 anos antes de Cristo nascer: 

“Sim, que serão condenados a um estado de infindável miséria, em cumprimento às palavras que dizem: Os que praticaram o bem terão vida eterna; e os que praticaram o mal terão condenação eterna.”


Refutação: Essas palavras constam do Evangelho de João que foi escrito no fim do primeiro século (90 d.C) “os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.” (João 5:29)

7 - Em Alma 46:13-15, diz que os seguidores de Cristo eram chamados de cristãos. 

“E os que pertenciam a Igreja eram fiéis; sim, todos os que eram crentes verdadeiros em Cristo tomando sobre si alegremente o nome de Cristo, ou seja, de cristãos, como eram chamados em virtude de sua crença no Cristo que havia de vir.” (v.15) 


Refutação: É tão vergonhoso este erro, que chega a ser gritante. Tal episódio é datado no livro de Mórmon cerca de 73-72 a.C. Como isto poderia ocorrer se a Bíblia diz claramente que os discípulos foram chamados de cristãos pela PRIMEIRA VEZ em Antioquia? Observe; “e em Antioquia os discípulos PELA PRIMEIRA VEZ foram chamados cristãos.” (Atos 11:26) 

8 - Um dos anacronismos mais interessantes: o livro de Jacó, escrito em 500aC, no capítulo 7 versículo 27 termina com a frase: "irmãos, adieu". 

Refutação: Adieu é uma palavra da língua francesa, que não existia nesse período. Os mórmons afirmam que o inglês também não existia na época em que o livro de Jacó foi escrito, e que Joseph usou a palavra propositadamente.
Mas, de acordo com David Witmer, a tradução do livro de mórmon ocorreu da seguinte forma: quando Joseph Smith colocava o rosto no chapéu com a pedra do vidente, "algo parecido com  um pergaminho aparecia". Os hieróglifos apareciam um de cada vez, com a interpretação em inglês abaixo deles. Joseph Smith a lia e Oliver Cowdery, ou quem quer que fosse o secretário, a escrevia. Se tivesse sido escrito corretamente, o sinal ou a frase desaparecia. Se não, permanecia até ser corrigida. Isto significa que cada letra, cada sinal, era exatamente o que Deus havia dito, letra por letra, palavra por palavra. Não podia haver erro porque o sinal ou palavra não desaparecia até que estivesse cem por cento exata.

Portanto, isso daria espaço para que Joseph Smith introduzisse uma palavra francesa, de acordo com sua interpretação? Certamente não!

Para reforçar essa idéia,Joseph F. Smith, sexto presidente da igreja mórmom declarou: 

"Joseph não reproduziu o escrito das placas de ouro na lingua inglesa em seu próprio estilo como muitos crêem, mas cada palavra e cada letra foram-lhe dadas pelo dom e poder de Deus."11

O que sabemos é que o impacto da descoberta foi tão grande, que estima-se que cerca de 5 milhões de membros abandonaram a igreja. Literalmente, disseram adieu.


Logo em seguida, as publicações do LdM apareceram com a palavra trocada por adeus.


Palavras e frases usadas no contexto da Bíblia

Há um número bastante grande de palavras que só aparecem no contexto do RT. A implicação aqui é que estas palavras são o resultado de citações bíblicas, e simplesmente não é uma parte coincidente do vocabulário do autor.

Exemplo 1 - A palavra 'manifestação' (ou seu plural) é usada em I Co. 12:7, na frase 'manifestação do Espírito'. Este versículo é citado em Moroni 10:8.


Esta, em si mesmo, não é uma citação anacrônica, já que Moroni viveu muito tempo depois do cânon de Novo Testamento ser formulado (ainda que seja um pouco obscuro como estas citações do Novo Testamento conseguiram cruzar o oceano).


Porém, toda vez que a palavra 'manifestação' é usada no Livro de Mórmon, sem ter em conta o contexto, autor ou tempo, aparece na frase 'manifestação do Espírito'. Isto não pode ser coincidência.

Exemplo 2 - a palavra 'amargura' aparece em At. 8:23, na frase 'fel de amargura e laço de iniqüidade'. Vemos que toda vez que a palavra 'amargura' é usada no Livro de Mórmon, aparece na frase 'fel de amargura', de novo sem ter em conta o contexto ou autor.


Mais significante ainda, a palavra, em todos os casos, exceto um, também aparece com a frase 'laço de iniqüidade'.

Exemplo 3 - toda vez que a palavra 'intentos' é usada no Livro de Mórmon, aparece na frase 'pensamentos e intentos do coração', como em Hb. 4:12.

Este escritor listou cerca de cem dessas palavra e frases 3 as quais sempre, ou quase sempre, aparecem no Livro de Mórmon num contexto do RT.

Paráfrases do Novo Testamento de versículos do Velho Testamento

O Novo Testamento contém um número muito grande de referências ao Velho Testamento. Muitas vezes, encontramos que a citação do Novo Testamento difere de sua fonte do Velho Testamento, por uma de duas razões - ou o escritor parafraseou o texto para fazer um ponto, ou o escritor estava citando uma das antigas versões, normalmente a Septuaginta grega da qual difere notavelmente do texto hebraico (massorético) do Velho Testamento.

Em várias ocasiões, o Livro de Mórmon cita uma paráfrase do Novo Testamento de uma passagem do Velho Testamento.
Um dos exemplos mais brilhantes deste fenômeno encontra-se em I Néfi 22:20. O texto alega que este versículo é uma citação do Velho Testamento, de Dt. 18:15,19, para ser preciso. Porém, a citação no Livro de Mórmon é muito mais parecida com a de At. 3:22,23, que é uma paráfrase da passagem de Deuteronômio.

Outro exemplo: Alma 5:57 contém uma referência para II Co. 6:17 que de fato é uma citação parafraseada de Is. 52:11.4

Citações agrupadas

Em várias ocasiões, vemos que quando o Livro de Mórmon cita uma passagem bíblica,outras citações da mesma passagem são agrupadas perto da citação original. A implicação aqui é que o autor do Livro de Mórmon leu a frase na Bíblia, e inconsciente ou conscientemente alterou as frases próximas no texto.

Por exemplo, I Néfi 22:15 contém uma citação anacrônica de Malaquias 4:1. Porém, nós vemos que o versículo 24 da mesma passagem contém uma referência para 'bezerros do estábulo', uma citação de Malaquias 4:2. II Néfi 26:4 também contém uma referência para Malaquias 4:1, como faz o versículo 6 da mesma passagem. O versículo 9 da passagem contém uma referência para Malaquias 4:2, como faz o capítulo anterior, II Néfi 25:13.

Um segundo exemplo: Mosiah 16:7-10 contém referências para três versículos sucessivos de ICo. 15 (versículos 53 a 55), o famoso capítulo da ressurreição dos corpos.

Jesus cita as epístolas

1 - II Néfi relata a visita de Jesus para América, depois de Sua ressurreição. Jesus prega vários sermões, a maioria vistos nos evangelhos do Novo Testamento.

Em várias ocasiões, porém, Jesus cita outros livros do Novo Testamento, antes mesmo que fossem escritos.

2 - Em III Néfi 20:23-26, Jesus cita um sermão que Pedro ainda tinha que falar em Pentecostes, relatado em At. 3:22-26.

3 - Em III Néfi 18:29, Jesus cita uma passagem que Paulo ainda não tinha escrito, em ICo. 11:29, com respeito a Eucaristia.

4 - Em III Néfi 28:8, Jesus cita ICo. 15:52-53 com respeito à Ressurreição.

Fontes narrativas

O Livro de Mórmon não só têm um grande número grande de citações desconhecidas, mas parece que em vários casos uma passagem bíblica inspirou uma história do Livro de Mórmon.

Um dos exemplos mais interessantes deste fenômeno é visto em Alma 18 e 19: a história da cura do rei Lamoni. A história tem grandes semelhanças com a história da ressurreição de Lázaro em Jo. 12. O que é incrível, no entanto, é o número de palavras e frases no LM que parece vir de João, como 'cheira mal' (Alma 19:5), 'dorme' (Alma 19:8), 'se levantará' (Alma 19:8) e 'crês tu nisso?' (Alma 19:9).

Outras cenas no LM que parecem ter sido tiradas da Bíblia: 
- A conversão de Alma em Mosiah 27:10-24 e a história da conversão de Paulo em At. 9:1-18; 
- Alma e a fuga de Amulek da prisão em Alma 14 compara-se com o salvamento de Paulo e Silas da prisão em At. 16; 
- A filha de Jared dançando para Akish em Éter 8 e Salomé dançando para Herodes em Mt. 14. 

Fadiga no Livro de Mórmon

Fadiga é um fenômeno literário que às vezes acontece quando um autor é fortemente dependente de outro. Produz pequenos erros de continuidade e detalhes, que são o resultado do autor posterior omitir detalhes estruturais ao modificar a fonte.

Podemos ver exemplos de fadiga no Livro de Mórmon? Há pelo menos dois candidatos. 

Como vimos, Alma 18 e 19 contêm uma história que é muito parecida à ressurreição de Lázaro escrita em Jo. 11. A diferença mais óbvia é o fato que já que Lázaro havia morrido, e tinha estado morto durante algum tempo, o rei Lamoni estava num sono profundo (talvez letárgico). Por incrível que pareça, porém, depois de informar sua esposa que o rei estava só dormindo, o profeta Amon diz que ele "...se levantará" (19:8). Esta parece uma frase bastante curiosa para usar sobre alguém que estava só dormindo, especialmente quando vemos que ambas as vezes que a frase é usada em outra parte no Livro de Mórmon (Alma 33:22 e Helamã 14:20), se refere a ressurreição de um morto.

Poderia ser que ao copiar de sua fonte (o evangelho de João), Smith usou uma frase que fez sentido na narrativa de João ("teu irmão há de ressuscitar" em Jo. 11:23), mas não na estória do Livro de Mórmon?

Um segundo exemplo é sobre a parábola do Vinhedo, descrita em Jacó 5. Esta é uma longa parábola que lança a nação de Israel no papel metafórico de uma árvore de oliveira em um vinhedo.

Jacó 5:3 - Pois que assim disse o Senhor: Comparar-te-ei, ó casa de Israel, a uma boa oliveira, que um homem tomou e nutriu em sua vinha, e ela cresceu, envelheceu e principiou a decair.

A parábola parece ter sido tirada de duas fontes bíblicas - o Cântico da Vinha em Is. 5, e a discussão de Paulo da relação dos gentios com os judeus em Rm. 11.6 O problema para o autor do Livro de Mórmon é que Isaías e Paulo usaram metáforas ligeiramente diferentes - Isaías usou um vinhedo e Paulo uma árvore de oliveira. É muito significante que a meio caminho da parábola, Zenos parece se esquecer que está usando uma árvore de oliveira como a metáfora e começa a usar o vinhedo inteiro como seu enfoque.

Jacó 5:41 - E aconteceu que o senhor da vinha chorou e disse a seu servo: que mais poderia ter eu feito pela minha vinha?

Significativamente, a fadiga aparece no mesmo ponto que o Livro de Mórmon cita uma passagem de Isaías:

Is. 5:4 - Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas?

Deste ponto em diante, o profeta Zenos se refere exclusivamente à "fruta do vinhedo" e aparentemente se esquece que vinhedos dão uvas, não azeitonas.


 Respostas apologéticas

Naturalmente, os estudiosos mórmons estiveram durante muito tempo atentos do problema, e proporam várias teorias para responder ao fenômeno.

Em sua monumental obra apologética, Novas Testemunhas Para Deus, o estudioso mórmon B. H. Roberts tentou responder as críticas sobre as longas citações da KJV no Livro de Mórmon. Citando o presidente Joseph Fielding Smith, Roberts escreveu:

"Quando Joseph Smith viu que os escritos dos nefitas estavam citando as profecias de Isaías, de Malaquias ou as palavras do Salvador, ele pegou a Bíblia inglesa e comparou estas passagens até onde elas se comparavam uma com a outra e, vendo que em substância, elas eram semelhantes, adotou nossa tradução inglesa; e conseqüentemente, temos a igualdade à qual você se refere".

O problema que naturalmente acompanha esta explicação deveria ser óbvio.

Se as placas do Livro de Mórmon contivessem de verdade uma versão antiga de Isaías, deveria se dizer que esta versão seria textualmente superior a contida na Versão do Rei Tiago. Essa versão usou um texto hebraico que, na ocasião que a o Rei Tiago foi produzido, datava de depois do séc. IX d.C.

Se Smith pôde traduzir o resto das passagens não-bíblicas do Livro de Mórmon com aparente facilidade, por que ele abandonou de repente seu dom divino em favor de um texto que não pôde esperar ser mais exato?

O texto de Isaías do Livro de Mórmon contêm os mesmos problemas e limitações da Versão do Rei Tiago. Este não deveria ter sido o caso, se, como Smith falou "exceto para essas diferenças indicadas no original nefita...aqui e ali a versão do Livro de Mórmon deixou as passagens com mais sentido e clareza". 8 

Na realidade, o próprio Smith levantou um ponto suspeito: se Smith tivesse acesso a uma Bíblia inglesa quando traduziu o Livro de Mórmon, o que lhe impediu de copiar grandes partes da obra só para criar suas próprias estórias? Afinal de contas, esta é justamente a alegação dos céticos.

Outra teoria, popularizada por Hugh Nibley, diz que o Espírito Santo de Deus dá as mesmas palavras a todos seus profetas. De novo, há muitos problemas com esta teoria. Primeiro: pressupõe que este acredita em tal coisa como uma inspiração divina inspiração que de nenhuma forma é um fato estabelecido. Uma apelação para esta teoria, então, vira um argumento circular.

No mundo real, sempre que um documento cita outro exatamente, esta é uma evidência que um documento que usa o outro como uma fonte (como uma fonte de pesquisa, ou o Novo Testamento, que cita o Velho), ou de plágio  (como o Evangelho de Barnabé, que usa o Inferno de Dante).

Isto necessariamente significa que o documento que usa o anterior como uma fonte deve ter se originado depois. No caso do Livro de Mórmon, que contém citações do Novo Testamento, existe a implicação que o livro se originou depois da formação das Escrituras Cristãs.

Ao se analisar quaisquer das respostas apologéticas, seria bom lembrarmos da lei da parcimônia. Esta é uma lei simples de bom senso, que diz que na presença de qualquer informação contraditória, a solução mais simples para um problema geralmente é a correta. Podemos aplicar esta lei para a questão das citações bíblicas no Livro de Mórmon dessa forma

a) Deus, por alguma razão que só Ele conhece, permitiu os profetas nefitas fazerem grandes citações do Velho Testamento do Rei Tiago e citações anacrônicas do Novo Testamento, ou

b) O Livro de Mórmon é uma obra do séc. XIX e Joseph Smith simplesmente copiou trechos da Bíblia do Rei Tiago no Livro de Mórmon.

Qual é a solução mais simples?

"A history of the american indians" escrito em 1775, por James Adair.

Segundo pesquisas, as páginas 377 a 378 foram copiadas e correspondem as fortificações descritas nos capítulos 48 a 50 e o capítulo 53 do livro de Alma.

Conclusão

Há realmente só uma teoria que responde todas as características do fenômeno. Esta teoria é que o Livro de Mórmon foi escrito por alguém que tinha uma Bíblia KJV na sua frente ou que estava intimamente familiarizado com seu conteúdo.

Quando juntamos a este fenômeno outros problemas do Livro de Mórmon, como a falta de qualquer confirmação histórica, arqueológica , lingüística ou de DNA, o grande número de termos anacrônicos e referências no livro, e seu reflexo dos assuntos e problemas da igreja protestante do séc. XIX, chegamos à inevitável conclusão que o Livro de Mórmon se originou no começo do séc. XIX. 

Ainda faltam:

Uma explicação de por que os mesmos aspectos que enfrentaram a cultura de Smith, os nefitas também enfrentaram. Assuntos como o batismo infantil, batismo por imersão/aspersão, maçonaria (ligações secretas), índios americanos como hebreus perdidos, sacerdotes contratados, etc.

- Alguma confirmação da existência dos nefitas/lamanitas/mulequitas/jareditas fora do Livro de Mórmon. Não é bastante mostrar os paralelos entre as culturas - pode-se provar qualquer coisa usando este tipo de 'evidência'. Precisaríamos de evidência científica verificável para estas culturas.

- Uma explicação de por que a cultura nefita (e outras) não se ajusta ao que conhecemos pela história. Por que o Livro de Mórmon fala do uso de cavalos, aço, espadas, carruagens, etc para os americanos antigos, quando nâo vemos nenhuma evidência disto? Por outro lado, por que não há registros que os americanos antigos usaram jade e obsidiana para armas, adoravam jaguares e serpentes, tinham um calendário de dezoito meses, jogavam um estranho jogo com vida e morte, entre outros?

Um excelente exemplo de outro livro contraditório é o chamado 'Evangelho de Barnabé', sobre a vida de Cristo e encontrado na Espanha cerca de 400 anos atrás. 

A maioria dos estudiosos imparciais rejeitou o documento como espúrio, por razões não muito diferentes das que vi para o Livro de Mórmon. Uma razão é que o Evangelho usou a palavra 'barril' muito antes que estes recipientes fossem inventados.

É interessante notar que as pessoas que defenderam o Evangelho eram aquelas que tinham um grande interesse nele. O Evangelho de Barnabé apresentava uma vida de Cristo mais profunda do que a que lemos no Alcorão e foi (e, de fato, ainda é) defendida por alguns muçulmanos que a vêem como uma confirmação independente de seu livro sagrado. 


Parece que Joseph também plagiou seu pai. Por muitos anos, sua mãe expôs os detalhes de vários sonhos de seu marido, e um desses foi totalmente incorporado no livro de mórmon como uma visão de Lehi, o pai de Nefi.

Vejamos as características em comum:


A visão de Lehi
(livro de mórmon, 1 Nefi 8 -1830)
Sonho de Joseph Smith, Sr.
(Lucy Smith: Biographical Sketches, pp. 58-59)
vi que eu estava num escuro e triste deserto…
Eu pensei estar viajando em um campo aberto e desolado, que parecia muito estéril...
...vi uma árvore cujo fruto era desejável para fazer uma pessoa feliz... me aproximei e comi de seu fruto; e vi que era o mais doce de todos os que já havia provado... comecei a desejar que dele também comesse minha família...
…uma árvore, como eu nunca tinha visto antes… eu achei [o fruto] delicioso, além de qualquer descrição. Enquanto eu o comia, eu senti em meu coração: “Eu não posso comê-lo sozinho, devo trazer minha esposa e filhos” …
vi um rio de água...E vi uma barra de ferro que se estendia pela barranca do rio e ia até a árvore onde eu estava...
Eu observei um lindo riacho, que corria do leste para o oeste… eu podia ver uma corda grossa que acompanhava sua borda...
um grande e espaçoso edifício... E estava cheio de gente, tanto velhos como jovens, tanto homens como mulheres; e suas vestimentas eram muito finas; e sua atitude era de escárnio e apontavam o dedo para aqueles que haviam chegado e comiam do fruto
Eu observei uma construção espaçosa… cheia de pessoas, que estavam belamente vestidos. Quando essas pessoas nos observaram no vale, sob a árvore, apontaram seus dedos de escárnio para nós.

A Fonte principal deste texto está disponível em:

http://www.investigacoessud.blogspot.com/

24 comentários:

  1. pq vc faix issu
    vc axa q ta serto escrevendu issu
    tudu q vc sentiu era mentira
    vc se iludia kon sigu mesmu
    vc nao ten nd pra fazee
    por issu fala asnerass

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  2. Legal este comentário. Mostra a hipocrisia dos membros da Igreja. Ou são muito burros mesmo e não sabem nem escrever direito, ou são covardes e se escondem através das cortinas do anonimato. É certo sim escrever isso. Tudo o que senti enquanto era membro desta horrível seita infelizmente para mim, era falso. Estava completamente hipnotizado, alienado e não respondia nem pelos meus atos. Hoje, pelo contrário, sou livre e vivo uma vida feliz. Tenho muito o que fazer sim, uma das minhas tarefas é combater esta vil doutrina que muito mal me fez na minha vida. Aconselho a ir na escola e aprender escrever corretamente. Peça para Deus te ensinar. O Deus Mórmon.

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  3. Parabéns, Antônio Carlos!

    A divulgação deste material é importantíssima!!!!

    Seria interessante você colocar o link do site investigacoessud, onde tem mais informações.

    E todos nós, que já conhecemos a verdade, agradecemos por você estar ajudando a propagar a verdade!

    E quanto ao anônimo que fala a língua da Xuxa... bom, dá pra notar o nível, né?

    Outros virão aqui, irão amaldiçoá-lo, dizer que isso é apostasia. Mas preste atenção: NINGUËM irá refutar o seu post com escrituras ou com idéias brilhantes. Só agressões mesmo.

    E não se preocupe. Isso faz parte dos desesperados!

    Abs

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  4. Muito obrigado plo incentivo. Desde o inicio de seu brilhante trabalho, sou fã e admiro muito sua dedicação. Foi uma falha grotesca minha não ter citado a fonte principal da postagem, mas estou consertando isso. Aproveito para colocar aqui mesmo neste comentário para que aqueles que aqui acessarem possam também conhecer seu magnífico travalho em:

    http://www.investigacoessud.blogspot.com/

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  5. Ola Antº Carlos Popinhaki.


    Obrigado pelas informaçoes deste seu blogue.

    Se vc nao se importar vou publicita-lo no meu blogue:

    www.testemunhosud.blogspot.com


    Abs.

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  6. Pode ficar a vontade, Missionário da verdade. Espero que as informações possam ser muito úteis para a disseminação da verdade a respeito do Livro de Mórmon. Um abraço.

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  7. Rapaz seus blogs são ótimos, tanto o seu quanto o dá INvestigadora, é um excelente material para "mórmons" fracos e pobres de espírito, querendo vencer o testemunho do Espírito Santo, com argumentações mundanas, você nunca soube de nada é de verdade o real ignorante, se estriba no próprio conhecimento e no de homens. Meu caro, se você evoluisse do crer para o saber. Não escreveria hoje esse monte de abobrinhas, aliás você nem pra isso serve. Nem capacidade de criar algo do seu proprio conhecimento contra a Igreja de Cristo você faz, se acredita em algo que seja verdadeiro divulgue e faça como Joseph, dê a cara a tapa como ele fez para que muitos como você e milhares fazem. Joseph nunca foi perfeito, assim como nenhum profeta Bíblico ou Mórmon, foram homens fracos e pecadores e sabiam disso. Com isso você tenta destruir palavras escritas, com suas argumentações. Mas a impressão verdadeira não vem da palavra, e sim do Espírito, não foram as escrituras e nem os milagres de Jesus que fizeram os fieis de verdade crerem em Cristo. “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne ou sangue que te revelaram isso, e sim Meu Pai que está nos céus.". Vá dizer a Pedro que a roupa de Jesus cristo nunca foi encontrada por arqueólogos e nem a coroa de espinho e use os cientistas do mundo todo para provar isso. Se perdeu a fé e apostatou, não pense que vai abalar os que realmente sabem da verdade. Com esses longos textos cheios de datas e detalhes. Quem está por trás de tudo isso desses blogueiros como você e outros, já tem o dele guardado, não deixe que ele faça o mesmo com você, filho do homem, que com os olhos carnais fazem poucos e tenta perverter os demais do seus caminhos. Se humilhe e peça a Deus que você volte a crer e depois quem sabe com muita fé você possa saber por você mesmo e pelo Espírito Santo da verdade, o que é e o que não é verdadeiro. Não fique com raiva de mim, um dia você entenderá, só espero que não seja na noite tenebrosa em que nenhum labora poderá ser executado, palavras do livro que eu sei ser verdadeiro enquanto você crer ser falso, Fique em paz, irmão de verdade e adversário de opiniões.

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  8. Rapaz seus blogs são ótimos, tanto o seu quanto o dá Investigadora, é um excelente material para "mórmons" fracos e pobres de espírito, querendo vencer o testemunho do Espírito Santo, com argumentações mundanas, você nunca soube de nada é de verdade o real ignorante, se estriba no próprio conhecimento e no de homens. Meu caro, se você evoluisse do crer para o saber. Não escreveria hoje esse monte de abobrinhas, aliás você nem pra isso serve. Nem capacidade de criar algo do seu proprio conhecimento contra a Igreja de Cristo você faz, se acredita em algo que seja verdadeiro divulgue e faça como Joseph, dê a cara a tapa como ele fez para que muitos como você e milhares fazem. Joseph nunca foi perfeito, assim como nenhum profeta Bíblico ou Mórmon, foram homens fracos e pecadores e sabiam disso. Com isso você tenta destruir palavras escritas, com suas argumentações. Mas a impressão verdadeira não vem da palavra, e sim do Espírito, não foram as escrituras e nem os milagres de Jesus que fizeram os fieis de verdade crerem em Cristo. “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne ou sangue que te revelaram isso, e sim Meu Pai que está nos céus.". Vá dizer a Pedro que a roupa de Jesus cristo nunca foi encontrada por arqueólogos e nem a coroa de espinho e use os cientistas do mundo todo para provar isso. Se perdeu a fé e apostatou, não pense que vai abalar os que realmente sabem da verdade. Com esses longos textos cheios de datas e detalhes. Quem está por trás de tudo isso desses blogueiros como você e outros, já tem o dele guardado, não deixe que ele faça o mesmo com você, filho do homem, que com os olhos carnais fazem poucos e tenta perverter os demais do seus caminhos. Se humilhe e peça a Deus que você volte a crer e depois quem sabe com muita fé você possa saber por você mesmo e pelo Espírito Santo da verdade, o que é e o que não é verdadeiro. Não fique com raiva de mim, um dia você entenderá, só espero que não seja na noite tenebrosa em que nenhum labor poderá ser executado, palavras do livro que eu sei ser verdadeiro enquanto você crer ser falso, Fique em paz, irmão de verdade e adversário de opiniões.

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  9. Em que frágil situação estãos os membros, que ficam hipnotizados como você assumiu que estava, você é prova viva do que acontece com esses, que no primeiro livro ou post de internet e na selvageria das opiniões próprias e de tão vis e ignóbeis homens que se acham mais inteligentes que o próprio Deus que os criara. Acabam se deixando levar como onda do mar que o vento empurra de uma para outra parte. Zombando de pessoas que escrevem errado e se achando superior a elas, os seus argumentos blogueiros apóstatas são tão fracos, que quando esgotarem o que farão da vida? Voltem o coração para a verdadeira doutrina do Criador, não se deixem levar. Por livros e outras baboseiras anti-mórmon. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões; ou, em outras palavras é inutil com sua força humana lutar contra o poder do Senhor. Acordem, da verdadeira hipnose...ainda há tempo.

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  10. Se liga mané, esse são trechos de um excelente texto, que é tipo uma vacina para os "hipnotizados" e frágeis mórmons como você era.

    "O fato de que um livro de escrituras ou profeta pode se equivocar
    sobre uma ou mais coisas não os impede de ser inspirado sobre muitas, muitas
    outras coisas. Nada diz que o dicernimento espiritual de um profeta precisa ser
    perfeito ou ele seria uma fraude."
    "Questionando e examinando as declarações de líderes da Igreja não é
    somente permitido, mas encorajado. Brigham Young disse: “Eu temo mais que
    estas pessoas tenham tanta confiança em seus líderes que elas não irão
    perguntar a si mesmas a Deus mesmo que sejam guiados por Ele. Temo que
    eles se acomodem em um estado de cegueira de auto-proteção, confiando que
    seus eternos destinos estejam nas mãos destes líderes com a confiança
    imprudente que por si só frustaria os propósitos de Deus em sua salvação..."
    "Profetas não alegam que todas suas inspirações vêm de experiências de
    conversas face a face com Deus. Quando dizemos que o profeta fala por Deus,
    Não necessariamente significa que tudo o que ele diz foi dito por Deus
    diretamente, face a face. Melhor, profetas esclareceram que sua inspiração
    normalmente vem do Espírito Santo."
    Essas são só umas dicas para os navegantes, claro que nada disso é doutrina; é um ponto de vista muito inteligente e um bom ponto a se ponderar, especialmente para os que não sabem ainda qual o seu propósito na igreja, viva quem puder viver ou morra espiritualmente o que não aceitar e não se arrepender....

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  11. Blogs como esse e principalmente os originais de onde esse tipo de conteúdo na maioria das vezes surge, são só bla bla bla de mentes magoadas e hipnotizados frustados. Todavia, são excelentes para levantar alguns pontos da Igreja e sua Doutrina e colocar os membros que realmente querem buscar e aprender mais sobre a Igreja, assim como Lúcifer não frustou a obra incitando Eva ao comer o fruto proibido, vocês também não conseguirão...se dependesse de anti-mórmons, a Igreja morria com Joseph Smith, só que a Igreja nunca foi dele e nenhum blogueiro ou força visível e invisível irá fazer nada que macule essa instituição sagrada, belas tentativas continuem firmes e fortes pois vocês fazem parte da promessa...

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  12. Amigo Anônimo!
    Infelizmente a Igreja já está maculada. É uma instituição que nasceu cheia de problemas resultante de uma mente doentia. O o conteúdo do presente blog não é só blá blá blá como voce disse. Precisa ter coragem para estudar a fundo o verdadeiro mormonismo. Precisa ser valente para aceitar que você está sendo enganado por uma doutrina doentia.

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  13. Da mesma forma que você precisa ser valente e reconhecer que está dando créditos a fontes, oriundas das filosofias mundanas, há séculos deturpadas bem antes do próprio Joseph e de sua "mente doentia" como falas com tanta propriedade. Seja valente e quebrante seu coração, dê vez a voz ao espírito de Deus e não aos espíritos do mundo. Observe; diferente de outros que aqui se exaltam, não estou querendo te provar nada, como fazes com muitos. Você diz estudar a fundo, o que você fez pra estudar a fundo, leu livros e pesquisou com todo afinco através de que fontes? Você testifica disso como? Com seu grau acadêmico bastante louvável, se achou digno para se embrenhar em tão perniciosa aventura contra o mormonismo. Porque essa raiva toda? Quando foi que você se perdeu? O que o Senhor e seus profetas modernos e antigos te fizeram? O que a Igreja que leva o nome do cordeiro faz para incomodar tanto vocês? É claro que eu sei a resposta, mas pense você mesmo, com o seu "eu" original, não com esse "eu' impregnado de questões, científicas, terrenas e fraudulentas que há muito estão na terra, desviando os filhos dos homens para que se percam do caminho, e vaguem na terra certos que estão fazendo o correto, virando as costas para o mesmo Deus que fez tudo por eles. Rapaz eu posso até estar te incomodando, mas eu me sinto compelido a incomodar, por um tempo. Testificando que o que eu senti e sinto constantemente não é fruto de uma mente alienada, pra mim foi por várias vezes, difícil, houve tempo em que eu me abalava com blogs anti-mórmons como esse e buscava me aprofundar nesse tipo de material e estudo. Mas nada disso me edificou, e sei que não só porque ia contra o que eu cria, (digo cria e não sabia), mas porque realmente quem tem e sente a voz mansa e delicada REAL do Espírito do Senhor. Não é preciso letra pra testificar nada a ninguém, nem provas e argumentos, isso só serve para saciar a mente terrena ávida de ver pra crer, e se satisfazer com as provas palpáveis. Quem não consegue digerir o leite, nunca será capaz de se alimentar com a carne. Como vejo que é inteligente converso com você através dessas poucas linhas de um mero mortal que não possui a bagagem secular que tens. Mas, sei que se você sobreviver desse mar de mágoas e falsas certezas, será grande junto aos Santos na preparação para o milênio. Onde aí sim toda a coroa de rei e senhor se tornará em escória sem luz, o conhecimentos dos seus sábios de nada valerá pois só com isso, nada de proveitoso terá feito, pois desperdiçou a sua oportunidade. O Senhor te deu o livre arbítrio e eu não quero ser o chato da história. Você sabe o que deve ser feito. Claro que você sabe. Fique em paz.

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  14. Ops, a propósito meu nome é Marcos, postei como anônimo porque fica mais fácil...

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  15. Não sei quem você é. Mas de uma coisa pode ter certeza. Fui membro dessa igreja por cerca de 18 anos. Eu e minha familia quase falimos enquanto estávamos lá. Gastei uma fortuna com dízimos e ofertas. Sem falar em viagens intermináveis a templos que não não me trouxeram nenhum benefício. Felizmente, descobri posteriormente que estava numa canoa furada. É bem verdade que fiquei meio traumatizado com a doutrina mórmon. Afinal que sofreu foi eu mesmo. Por isso, junto-me a muitos com a Investigadora para proclamar as falsidades dessa doutrina que começou com Joseph Smith. Só para você ter conhecimento. Ele procurava tesouros e roubou Emma, casando com ela às escondidas do pai dela. Posteriormente introduziu a poligamia e casou-se com cerca de 40 mulheres, a maioria já casada com outros homens que ele mandava para a missão. Cerca de 1/3 das mulheres eram meninas de 14 a 19 anos. O Livro de Mórmon é pura fantasia. Nada nesse livro faz sentido. Não haviam metais como armamentos de guerra quando Cristovão Colombo aportou na América em 1492 D.C. Muito menos na época dos nefitas (que nunca existiram). Manda o teu email ou msn para conversarmos. Não fica legal ficarmos conversando nesse sistema.

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  16. Fica em paz cara e nunca se esqueça de Nosso Pai Celestial, lembre dele. Certamente Ele te encaminhará para o bem. Pergunte o que Ele quer que você faça, e não o que você acha que deve fazer.

    Um fraternal abraço.

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  17. Coloquei um novo artigo sobre o livro de Mórmon. Espero que este possa te ajudar a compreender o que descobri. Se você me testifica de que o livro é verdadeiro e espera que eu aceite teu testemunho, igualmente eu te testifico de que o livro de Mórmon é falso e espero que você aceite o que estou lhe propondo. Todavia, descubra por você mesmo, não por meio de orações que nunca são respondidas.
    http://antoniocarlospopinhaki.blogspot.com/2011/03/livro-de-mormon-nunca-mais-lerei.html

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  18. Ah agora entendi, suas orações nunca foram respondidas, ah ficou magoadinho....
    Gostei do link "livro de mórmon nunca mais lerei" me lembra tropa de elite. Abaladores da igreja, portadores da verdade (você, pesquisadora e outros...) NUNCA SERÃO!!!

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  19. Você tem toda razão amigo. Minhas orações nunca foram respondidas. Duvido muiito que as suas orações foram respondidas. Simplesmente por um único motivo. O Deus mórmon não existe. Não é possível haver resposta se estamos fazendo perguntas para o imaginário. Nunca fui ou pretendi ser um "abalador da Igreja". Apenas gosto de compartilhar o que vivenciei nessa Igrejinha Mórmon. Também não pretendi nunca ser o dono da verdade, isso é característica dos Santos dos Últimos Dias. Fique sabendo que o Papa católico proclamou recentemente que a Igreja Católica é a única Igreja verdadeira de Jesus Cristo. Agora, a briga é enbtre vocês que são a minoria e os católicos que não estão nem aí para o mormonismo.

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  20. Excelente artigo ! Claro e objetivo, parabéns !
    Os comentários dos "santos" como sempre, divertidos e cheios de presunção.
    Essa foi a caracteristica dos "santos" que me mostrou que a sud não é igreja e muito menos a "única verdadeira". Seria tão bom que eles olhassem com o memesmo olhar critico os seus profetas e lideres... Fazer oq... Sonhar não é pecado e ainda é de graça.

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  21. Val Soares!
    Tenho recebido muitas mensagens delirantes ultimamente sobre as minhas postagens. Alguns membros me ameaçam com o fogo do inferno e coisas do gênero. Ao postar sobre o mormonismo e o que realmente é esta doutrina, tento ser mais verdadeiro agora do que quando era membro da Igreja e era enganado. Eu defendia algo que nem mesmo conhecia perfeitamente. Não sabia direito a respeito da poligamia. não sabia que não há evid~encias que comprovam cientificamente o Livro de Mórmon e nem sabia sobre o Livro de Abrahão e sua falsa tradução dos rolos egipcios. Vou continuar escrevendo sobre o mormonismo, tentando mostrar o que aprendi após a minha convicção do erro e engano em que me encontrava.

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  22. Sim, Antonio Carlos, continue ! Com certeza há quem não terá medo de ir para o "márrrrmore do inferrrrrno" por não acreditar no Zé Smith e Cia.
    O pior de tudo isso é ver essa gente toda lutando contra a lógica, contra o bom senso, contra a história e a ciêcia em nome de um deus sem noção.Taí uma coisa q eu nunca vou entender...

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  23. Val Soares!
    REcebi recentemente uma carta de quatro páginas me criticando por minhas postagens e conduta. Dizem que quero fazer guerra contra a Igreja, que sou o anticristo, que sou uma pessoa rancorosa e que só quero destruir afé das pessoas. Eu na verdade continuarei, apesar de todas essas ameaças e comentários negativos que os membros da Igreja mandam e postam como comentários.

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  24. Favor postar vossos comentários em:
    www.sobreomormonismo.blogspot.com

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