quinta-feira, 26 de junho de 2014

PRÉVIA DO LIVRO QUE ESTOU ESCREVENDO!



A título de informação histórica, quero registrar aqui, que quando fomos morar no final da Rua Benjamin Constant, no final dos anos 60, não existia a ligação da Rua Frei Gaspar até a Avenida Altino Gonçalves de Farias. Quem partia do centro da cidade de Curitibanos pela Rua Benjamin Constant, passando pela garagem da Prefeitura, em direção Leste-Oeste, ao chegar na Rua Frei Gaspar, só podia seguir para a direita. Pois não havia nada à esquerda, somente um depósito de serragem e mato. Mais tarde, o prefeito municipal Wilmar Ortigari mandou construir uma ligação até a Avenida Altino Gonçalves de Farias. Não foi fácil a obra. Mesmo com o poderoso trator “Komatsu” que a Prefeitura Municipal de Curitibanos possuía naquela época, havia entraves para a execução da obra. Primeiro, as enormes rochas que precisaram ser removidas lentamente. O habilidoso tratorista da prefeitura de Curitibanos, o senhor Luiz Dacol Neto teve que mostrar todo o seu profissionalismo para remover aquelas enormes pedras lentamente. Algumas destas pedras, chegavam a ser do tamanho do trator. Lembro aqui, mais uma vez, que aquele trator da marca “Komatsu” era enorme. Essa abertura da Rua Frei Gaspar foi feita no ano de 1970 e 1971. Lembro-me ainda, que a obra foi executada lentamente. Às vezes, o tratorista e o trator eram removidos para executarem outros serviços no município de Curitibanos. Naquele tempo, Frei Rogério, São Cristóvão do Sul e Ponte Alta do Norte pertenciam ao município de Curitibanos como distritos.  Nenhum destes distritos tinha condições para pleitear uma emancipação e chegar ao patamar de município.
Para quem transitar pela Rua Frei Gaspar, em Curitibanos, no sentido norte-sul, deve perceber que há um rebaixamento a partir da Rua Barão do Rio Branco antes de chegar à Avenida Altino Gonçalves de Farias. Foi justamente nesse ponto, que me referi às enormes pedras que foram removidas lentamente pelo competente tratorista da prefeitura, na época do prefeito municipal Wilmar Ortigari.
Sobre o terreno, existia uma vasta capoeira de guamirim. Aliás, existia muito guamirim próximo à minha casa, nos muitos terrenos inabitados. O guamirim é uma árvore “abençoada”. Além do fruto delicioso, ainda era muito requisitada para lenha. Era normal eu encontrar adultos com um machado e um tronco de guamirim nas costas, caminhando para sua casa. Lembro aqui, que a maioria absoluta dos moradores de Curitibanos, utilizavam fogão à lenha em suas casas. A lenha foi o principal combustível para aquecer os lares nos invernos rigorosos de outrora. E a lenha do guamirim era excelente para os fogões. A árvore cresce lentamente, não engrossando o tronco, caracterizando a madeira como bem dura. Própria para o uso como lenha.
Graças a ligação entre a Rua Benjamin Constant e a Avenida Altino Gonçalves de Farias, pela Rua Frei Gaspar, no ano de 1972, muitas caçambas das empresas empreiteiras que construíram a BR-470, transportaram diariamente por ali (pela Rua Frei Gaspar), muitas cargas de uma areia rosada bem fina, com a finalidade de uso na base abaixo do asfalto de alguns trechos da BR-470. A origem desse material era um depósito natural no Bairro São Luiz. O local ficou conhecido como “buraco quente”. Após a extração dessa areia fina, a companhia de asfalto deixou como legado aos curitibanenses, uma enorme cratera às margens da SC-120, que liga Curitibanos ao município de Lebon Régis. Aos poucos, essa cratera também foi descaracterizada pelas muitas casas que foram construídas no local. – (Prévia de um trecho do livro que estou escrevendo)!

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