sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Brasil tem o 9º maior cofre do mundo

As reservas internacionais brasileiras atingiram R$ 423 bilhões (US$ 239,05 bilhões) em 2009, 15,6% mais que o registrado em 2008, informou o Banco Central nesta quinta-feira (12). Com esse valor, o Brasil aparece na nona posição entre os países com os maiores cofres do mundo.
O país só fica atrás da China, Japão, Rússia, Arábia Saudita, Taiwan, Coreia do Sul, Índia e Hong Kong.
O dinheiro das reservas internacionais funciona como um colchão para suavizar possíveis impactos de crises, como a que estourou em 2008 e afetou praticamente todas as economias mundiais. É como se fosse uma poupança, que pode ser usada em caso de urgência, principalmente quando falta dinheiro no mercado.
As reservas internacionais são formadas a partir da entrada de dinheiro no país, seja por meio das exportações (vendas de mercadorias e matérias-primas para outros países), seja pelo ingresso de grana para investimentos.
Com essa reserva, o BC consegue evitar a desvalorização repentina da moeda brasileira, o real, que ocorre quando os investidores internacionais, desconfiados com o futuro da economia do país, resolvem sair do mercado brasileiro todos de uma vez. Neste caso, o governo pode usar o seu cofre. Basicamente ele pega esse dinheiro, que são dólares, e vende no mercado, o que impede que haja desvalorização da moeda brasileira.
Se há menos dólares em circulação, a moeda americana sobe e a brasileira cai. Agora, quando aumenta a oferta de dólares, o dinheiro dos EUA fica mais barato e o do Brasil, valoriza.
De acordo com o Banco Central, o aumento das reservas brasileiras no ano passado “foi possível com a estabilização dos mercados financeiros, notadamente o restabelecimento da liquidez internacional”, ou seja, o volume de dinheiro em circulação no mundo.
O valor divulgado nesta quinta-feira considera os dólares que o BC tem a receber dos bancos pelos empréstimos em moeda estrangeira realizados durante a recente crise financeira internacional.
O montante guardado em 2009 está dividido assim: 81,9% em dólares americanos, 7% em euros, 3,7% em libras esterlinas, 3,5% em dólar canadense, 1,9% em dólar australiano e 2% em outras moedas, como o iene japonês.
Rentabilidade
A rentabilidade das reservas internacionais brasileiras em 2009 apresentaram o pior desempenho desde 2005. Segundo o BC, o cofre brasileiro aumentou apenas 0,83% durante o ano passado.
Em 2005, a rentabilidade ficou negativa em 3,58%. Já a partir de 2006, os rendimentos começaram a ficar positivos, com 6,03%. Em 2007, as reservas tiveram rendimento de 9,35% e, em 2008, de 9,33%.
Segundo o BC, as reservas internacionais são aplicadas em diferentes moedas no mercado internacional e os resultados
gerenciais são avaliados utilizando-se como base a moeda dólar norte-americano. Isso significa que a desvalorização do dólar diante do real não entra na conta. Fonte: Record

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O TURISMO PODERIA TER MAIS DESTAQUE EM CURITIBANOS

Econ. Antonio Carlos Popinhaki
Analisaremos agora um pouco o cenário do nosso Estado no que se refere ao Turismo. Santa Catarina tem o quarto melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH 0,863) e a segunda maior expectativa de vida do País (71,9 anos). Este Estado desponta como o principal itinerário turístico dos últimos anos no Brasil. E a vocação turística cresce na medida em que os indicadores revelam o setor como um dos mais promissores de sua economia. Vejamos os seguintes dados: Proporcionalmente à temporada 2009, o faturamento com o turismo em 2010 deverá crescer 10%, como antecipou o secretário de estado, cultura, turismo e esporte, Valdir Walendowski. A arrecadação com o turismo deverá superar os R$ 10 bilhões de 2009, isto equivale a 12% do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense.

Devido os 561 quilômetros de costa, principalmente por uma beleza ímpar, simplesmente contemplamos de forma imóvel, que a maior parte da fatia arrecadada no setor de turismo fica com as cidades litorâneas. É bem verdade que as montanhas e os demais segmentos da Mata Atlântica são um atrativo à parte para o turista que adentra o Estado de Santa Catarina. Mas, infelizmente, geralmente o turista não pára. E sim passa pelas belezas naturais existentes, principalmente na serra catarinense, indo em direção às praias litorâneas do Estado.

Cerca de 50% da mesma arrecadação exposta, é simplesmente proveniente do fator “sol e praia”. "Nosso desenvolvimento turístico se concentra na faixa litorânea, porém ele induz uma grande demanda na maioria de nossas regiões. Um turista argentino, por exemplo, que entra no Estado pelo oeste, já vem gastando até seu destino", pondera Walendowski, acrescentando que 80% dos mais de 21 milhões de turistas, chegam ao Estado anualmente por via terrestre. Desse número, 95% são viajantes internos e os outros 5%, estrangeiros, 71% deles da Argentina.

Segundo o secretário, principalmente o interior do Estado, não tem grandes investimentos na rede hoteleira. A taxa de ocupação de leitos na última temporada foi de cerca de 65%.

Isto nos remete a ponderar sobre o potencial desperdiçado na região serrana. E me deixa de certa forma furioso quando penso em quanto a nossa cidade de Curitibanos poderia lucrar neste setor se tivéssemos preservado nossas imensas araucárias. Poderíamos construir parques semelhantes aos existentes nos Estados Unidos. Lugares onde pessoas, casais, grupos, excursões, poderiam vir e se refugiar em cabanas, chalés, contemplando as imensas matas nativas. O que fizeram nossos antecessores? A ganância de poucos, colocou em xeque a potencialidade de muitos poderem usufruir economicamente, de forma sustentável do setor que mais origina dinheiro para os países desenvolvidos, o turismo.

O setor de turismo gera empregos. As pessoas se desenvolvem, pois precisam estudar mais, aprender línguas, apurar e disseminar a culinária local. As tradições que aos poucos vão perdendo a identidade regional também se perpetuam. O título deste artigo é mesmo proposital. O turismo poderia ter mais destaque em Curitibanos.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O DESENVOLVIMENTO COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO


Econ. Antonio Carlos Popinhaki

O setor industrial, um dos motores do crescimento econômico e social do país, é responsável por certa de 670 mil empregos formais em Santa Catarina. Isso é reflexo de um parque industrial diversificado, com perfil exportador. O segmento é responsável por 35% do Produto Interno Bruto do estado, o sétimo maior do país. Segundo a FIESC, a indústria de transformação catarinense é a quarta no ranking nacional em termos de quantidade de empresas e a quinta em numero de trabalhadores.
Os dados acima são motivo de orgulho para os industriais catarinenses. Mas eles não seriam possíveis sem as pessoas que fazem a força de nossa indústria. Os industriais sabem disso e devem cada vez mais assumir seu papel na busca do desenvolvimento econômico, oportunizando, ao mesmo tempo, melhores condições de vida à população. Saúde, educação, inclusão social, enfim, o bem-estar daqueles que integram a comunidade industrial, devem estar na agenda dos empresários.
A educação é uma das mais importantes formas de inclusão social. Focado na educação profissional, o industrial deve fomentar e conscientizar aqueles que ajudam no desenvolvimento. Sobre a importância dos cursos profissionalizantes. O desenvolvimento do individuo só traz benefícios para dentro do local de trabalho, tornando o empregado mais que isso, um verdadeiro colaborador, desde que haja esta reciprocidade por parte do empregador.
Em Curitibanos, gradativamente foi significativa a redução nas exportações. Principalmente porque o principal produto exportado ficou marcado, visado pelas leis ambientais aliado à crise mundial. A desvalorização do dólar frente o real também contribuiu para o cenário atual. Algumas alternativas estão sendo tomadas por parte dos industriais curitibanenses que permaneceram ativos e que suportaram as pressões. Houve quem diversificou os manufaturados, e houve quem migrou para o mercado interno. Alguns, infelizmente, não puderam aguentar a situação. Não estavam preparados para a mesma. Fecharam as porta e o resultado foi a demissão de vários colaboradores.
Mais uma vez devo lembrar que qualquer pessoa, empregada ou não, deve estar atento às oportunidades de desenvolvimento oferecidas na comunidade. Cursos profissionalizantes, informática, cursos voltados à área administrativa, gestão de custos, comércio, etc.
A indústria de Curitibanos precisa estar alinhada com os números do Estado. No mínimo, acompanhar as tendências de gestão. Simpósios, cursos, palestras são indispensáveis para todos. Tudo o que entra na cabeça do homem é benéfico e positivo. Trará cedo ou tarde resultados promissores.

terça-feira, 4 de maio de 2010

O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA...


Eis aqui alguns personagens que estão com idade avançada. Crescemos admirando estes personagens em nossa infância. Parece que foi ontem, mas não foi. É incrível como o tempo passa rapidamente e não percebemos isso. Os nossos afazeres cotidianos,  a nossa pressa não leva muitas vezes a lugar algum e, perdemos o melhor da vida. Perdemos geralmente a essência.
Thor - o Deus do Trovão tem 48 anos

A Barbie completou 58 anos
O Piu piu tem 70 anos
O Superman tem 72 anos
O Incrível Hulk tem 48 anos
A Mulher Maravilha tem 69 anos
Batman - 71 anos - Robin - 70 anos
Homem aranha tem 48 anos de idade
Nós crescemos com a esperança que algum deles fosse resolver o problema da humanidade. Não percebemos o quanto o tempo passou para nós e principalmente para eles, os Super Heróis. Cada pessoa tinha ou tem o seu preferido. Além de uma coisa em comum que todos tinham, o "ponto fraco", algo que nunca foi dito sobre os Super Heróis é quanto a questão do tempo... Por isso resolvi escrever sobre este tema e colocar uma foto de como cada um dos principais Heróis estariam nos dias atuais e suas breves descrições, isso se estiverem vivos ainda! 
As crianças de hoje mal os conhecem. Não fazem parte de suas vidas atribuladas com MSNs e Orkuts.

Bah, não vai dar!

Deixar para amanhã o trabalho, o compromisso de hoje, é coisa para vadios ou medrosos. A procrastinação tanto pode ser o resultado da indolência, para não dizer vadiagem, quanto do medo. O vadio não liga para aquela história do não deixar para amanhã o que temos que fazer hoje, nem aí. O vadio simplesmente adia e vadia.

Mas esse retardamento do trabalho, do compromisso, também pode resultar do medo. Diante do medo é sempre melhor deixar para amanhã o grande teste, o risco, a possibilidade da perda, etc, etc.

Estou dando estas voltas para dizer que acabei de ler uma manchete, sobre vestibulares, e que dizia que “rever matérias não é fácil”. Li, pensei e discordei.

É facílimo rever matérias. Mas veja bem, eu disse “rever”, eu não disse “ver”, o que significaria primeira vez. O aluno vadio deixa o estudo das lições de hoje para “amanhã”. Na chegada do amanhã, o vadio já tem a lição de ontem e a de hoje para estudar, é uma sobrecarga. O que ele faz? Deixa para “segunda-feira”. E assim ele vai.

Chega o fim do ano, o sujeito está até o pescoço de matéria não estudada, e aí, ao tempo em que os estudiosos estão apenas repassando a matéria, o vadio vai ter que estudá-la, toda, todinha. Não vai dar tempo, além disso, a memória não funciona sob pressão, a memória é moça faceira, gosta de lazer, de levezas. Pressão, urgência, não é com ela. Sim, é verdade, há guris e gurias que não nasceram para estudar. E quando isso acontece, os pais costumam se preocupar mais com os guris do que com as gurias. Porque os guris vão ter que responder por eles mesmos, por uma família... Já as gurias, bem, as gurias podem casar e, casando, resolvem seus problemas... É assim que pensam os pais, em escandalosa maioria.

O recado que quero deixar com os guris que descuidam dos estudos é que não sejam trouxas, querendo ser espertos. O negócio é estudar um pouco todos os dias, todos. Computador, joguinhos de otários, esses videogames, chats, MS não sei o quê, tudo coisa de bobão, de babão metido a vivo, a esperto. Espertos estudam, estudam todos os dias, não deixam as matérias se acumular. E quando é preciso fazer revisão de matéria, só farão revisão. Já os trouxas pegam os livros, os folheiam e bufam: – Bah, é muita coisa, não vou conseguir!

E eu pergunto: valeu a pena a vadiagem? Fui grosso?
Luiz Carlos Prates - DC 28/4/10

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Previsão do Tempo para Curitibanos

Vendas do comércio de luxo crescem 30%

Desempenho no 1º trimestre foi quase o dobro dos 17% de 2007; matrizes exigem metas maiores de suas filiais no país

Outras 13 empresas estão negociando a vinda ao país; grifes reclamam das barreiras tributárias e de burocracia no Brasil


A crise financeira fez o Brasil entrar definitivamente no radar das grifes de luxo. No primeiro trimestre deste ano, o crescimento das vendas foi de 30%, quase o dobro do registrado em 2007, quando o setor teve uma expansão recorde de 17%. Em 2009, ano da crise, esse índice foi de 10%.

No momento, 13 novas marcas estrangeiras estão em negociações avançadas e todas as grandes companhias, que antes só tinham "ideia" de vir ao país, agora têm projetos concretos.
"Os consumidores voltaram a comprar com a frequência de antes da crise", diz Carlos Ferreirinha, presidente da MCF, uma das principais consultorias do setor. "Está havendo um reaquecimento acima do esperado e não há grife estrangeira que não planeje vir ao Brasil."
No ano passado, a crise provocou estragos nos balanços das matrizes dessas companhias. Ao contrário da Europa e dos EUA, que sentiram os efeitos do aperto financeiro mais pesadamente, o Brasil foi um dos primeiros a superar o marasmo econômico que assolou os mercados mais maduros.
Isso fez com que muitas subsidiárias brasileiras tivessem de ajudar suas matrizes, repassando mais lucros ou aumentando suas vendas acima do planejado, como aconteceu com Diesel, Montblanc, Gucci, Hermès, Armani, Louis Vuitton, entre outras, segundo a Folha apurou.
Estima-se que, na média, essas subsidiárias receberam no final do ano passado metas de vendas 30% superiores.
As filiais brasileiras conseguiram renegociar os preços de importação das mercadorias, obtendo descontos que em alguns casos chegaram a 40%. Essa diferença foi repassada aos consumidores.
Resultado: um aquecimento nas vendas, conforme mostra o levantamento do primeiro trimestre deste ano feito pela Abrael (Associação Brasileira das Empresas de Luxo).
Os especialistas acreditam que, nesse ritmo, o mercado de luxo deverá fechar 2010 com receitas da ordem de R$ 8,5 bilhões, contra R$ 6,5 bilhões em 2009. O setor de serviços de alto padrão (gastronomia, hotelaria, entre outros) também desponta com força.

Burocracia

As 13 marcas estrangeiras que estão em negociações para se instalar no país estão frustradas com as barreiras tributárias e com a burocracia no Brasil, segundo a Folha apurou.
Para essas empresas, a propaganda feita pelas agências de investimento brasileiras no exterior para atraí-las não confere com a realidade no país e as exigências praticamente inviabilizam uma operação própria, obrigando-as a buscar representantes brasileiros que passam a importar os produtos.
A Vita Derm Clinic, ícone dos cosméticos, é um exemplo. No mundo, a marca possui poucas lojas próprias. Isso porque optou por um modelo de negócio centrado em redes de distribuição de grandes varejistas. No Brasil, como não há redes com o perfil exigido pela Clinic, ela se viu obrigada a abrir uma loja.
A Sephora, que pertence ao grupo LVMH, é outra que há mais de uma década tenta viabilizar uma operação no Brasil.
A carga tributária brasileira para artigos importados é tão grande que o produto mais "popular" da marca no exterior seria vendido como artigo de alto luxo no país.
Especialistas acreditam que, se a reforma tributária e a modernização dos postos alfandegários já tivessem sido feitas, o crescimento do mercado de luxo no Brasil seria maior.
JULIO WIZIACK

quarta-feira, 28 de abril de 2010

CAMINHAMOS PARA FRENTE


Econ. Antonio Carlos Popinhaki
Cada vez que escuto pessoas proclamarem que o socialismo é a melhor solução para a humanidade e, conseqüentemente, o capitalismo é um sistema falido e que não deu certo, fico meditando sobre o assunto. Após várias destas meditações, resolvi expor aqui algumas considerações.
Não sou uma pessoa que aceita tudo o que é imposto ou falado. Tenho vivido todos os anos aprendendo através de estudo e de observações as mudanças ocorridas da história.
Aprendi que a revolução que derrocou os Czares na antiga Rússia e que culminou com o estabelecimento da União Soviética não foi algo que se possa elogiar. Milhões de pessoas morreram. Umas defendendo o novo regime que era imposto através de revolução, outras porque tentaram a todo o custo defender suas posses que foram arrancadas à força.
Lênin, o líder revolucionário que em 1917 derrubou os Czares que governaram a Rússia por gerações, não conseguiu estabilizar o país. O povo sofreu muito com a falta de alimentos, frio intenso, doenças e ainda eram perseguidos e mortos se tentassem pensar qualquer coisa que não fosse os ideais do partido político de Lênin.
Na ocasião da morte de Lênin, a União Soviética estava imersa num caos total. Vários países estrangeiros tentaram reverter à situação em favor do antigo regime, mas foi tudo em vão.
Outro líder mais voraz e ferrenho substituiu Lênin com garras mais afiadas do que as de uma águia no poder. Stalin era seu nome. Destituiu e perseguiu até a morte todos os que pensavam contra seus ideais. Envolveu o país numa situação de economia planificada e fechada. Nos fins do regime socialista, a ex União Soviética, era capaz de fabricar, bombas atômicas, foguetes espaciais. Mas era totalmente incapaz de fabricar aparelhos de eletrodomésticos como fogão e geladeira.
Nada de igualdade, nada de fraternidade. Nada de justiça social. Até os dias de hoje, cerca de quase vinte anos após a Perestróica de Mikhail Gorbachev e, da queda do muro de Berlim, os habitantes de Moscou vivem sérios problemas sociais. Se o socialismo fosse tão bom como muitos pregam, Na Rússia e outros países do leste europeu haveria muitos grupos revolucionários tentando reverter a situação. De capitalismo para o socialismo.
A verdade é bem concisa. A evolução humana se dá pela competitividade. A competitividade é inerente da evolução e não do criacionismo. É a lei do mais forte. Isto é encontrado na natureza. Na fauna e também na flora.
Estamos cheios de casos de tentativas de implantações de regimes socialistas que não deram certo no mundo. O caso de Cuba, com Fidel Castro, por exemplo, é caracterizado historicamente por muita maldade imposta pela humanidade em busca do poder. Quer conhecer uma pessoa, dê poder a ela. Fidel, Che Guevara e o grupo de guerrilheiros que tomaram o poder de Cuba matavam qualquer um, sem dó nem piedade, só se pensassem contrariamente a seus ideais revolucionários.
Não estou aqui defendendo se a direita é melhor do que a esquerda. Nem defendendo partido algum, mesmo porque temos notado no Brasil, que os partidos políticos tem ideais semelhantes. Quem diria que o Partido dos Trabalhadores seguiria na mesma conduta administrativa do Partido dos Tucanos, com Lula na Presidência?
Os regimes ditatoriais é que fazem mal ao povo, porque tiram a liberdade de escolhas e corrompem a democracia.
A liberdade é algo que não dá para abrir mão. Ninguém pode dizer que é totalmente feliz se não tem liberdade para ir, vir, interagir, decidir e desistir. Pode trazer conseqüências, geralmente positivas para o ser humano. O Excesso de liberdade é que faz mal, daí a necessidade da intervenção do Estado, com suas leis e regras para reger os excessos.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

ÍDOLOS E LÍDERES



Econ. Antonio Carlos Popinhaki

Chama muito a atenção de psicólogos e pessoas que estudam o comportamento humano a característica humana de sempre estar à procura de líderes.  Parece que as pessoas sentem a imediata e constante necessidade de seguir alguém. De ter alguma pessoa que os comande, inspire, norteie e, conseqüentemente, os oriente.

Ao se voltar para o lado místico, sempre que o homem existiu, na ausência de um líder terreno, criou a imagem de deuses a quem cultuou por longos períodos. Isso aconteceu em todos os extremos da terra. Onde quer que haja instalado grupos sociais de seres humanos. Os imperadores romanos, por exemplo, eram adorados como verdadeiros deuses.

Com a globalização, veio a difusão do conhecimento. Devido à mídia on line cada vez mais presente, a liderança vem sofrendo alterações ao longo do tempo. Começou com as descobertas, na Idade Média e vem até os dias atuais.

Nestes nossos dias, as religiões, sejam grandes ou pequenas, já não conseguem com facilidade, inculcar nas mentes das pessoas, a idéia de culto a deuses, seja ele do formato qualquer, físico ou abstrato. A verdade é que suas existências nunca foram comprovadas.

Mas a humanidade quer seja mística ou não, demonstra necessitar de líderes ou ídolos a quem se espelhar e seguir.

No mundo corporativo, mais especificamente, há também uma necessidade constante disso. Seguir líderes. Parece intrínseco do ser humano.

Isso já foi confundido com divisões claras e sucintas de chefia ou gerência. Mas não é a mesma coisa. Absolutamente! Um líder é evidente. Tem características peculiares inquestionáveis. Mas não é perfeito. Um dos grandes desafios de um líder é formar uma equipe ideal. A primeira etapa para conseguir uma equipe de alto desempenho é a seleção. Quando se contrata um profissional com habilidades compatíveis com as necessidades do projeto, soluciona-se a maior parte da questão. A partir daí é aprimorar a maturidade, incentivar a interação de maneira que todos se conheçam e saber perceber os talentos de maneira a conduzi-los ao sucesso profissional e pessoal.

Um líder precisa saber lidar com o comportamento grupal ou individual. E isso é um fator crítico em todas as equipes. É importante, de forma saudável, saber o que se espera de cada um nas muitas situações típicas do trabalho não se esquecendo que haverá conflitos e que conflitos são positivos. A grande maioria deles pode ser administrada e, além disto, auxiliam na melhoria dos relacionamentos e provocam mudanças. Vale lembrar que em caso de divergência de idéias, sendo possível o melhor é sempre conseguir o consenso. O consenso transporta para a maturidade e exercita a argumentação e a reflexão.

Inequivocamente, um líder é um ser humano comum, não tem poderes especiais, não é um super-herói como nos moldes norte-americanos. Ele apenas tem a função de harmonizar o ambiente, focando no resultado. Havendo intromissão ou não, direta ou indiretamente. O que importa para um líder é que os seus comandados possam entender de forma racional seus argumentos. Não é necessário temer um líder, e sim respeitá-lo dentro de sua esfera hierárquica.

domingo, 18 de abril de 2010

Ironias da Vida


Econ. Antonio Carlos Popinhaki

A vida é cheia de ironias. Isso mesmo! Parece até escárnio o que está acontecendo atualmente em Santa Catarina.
 No início do século XX um dos estopins para o conflito do contestado foi justamente a construção de uma ferrovia que ligaria São Paulo ao Rio Grande do Sul. O povo que vivia na grande floresta com araucárias ou Ombrófila não queria nem entendia o que representava uma ferrovia cortando suas terras. Não sabia que após a sua construção viriam benefícios, como rapidez ao acesso a lugares distantes. Não sabia que as comodidades e facilidades de locomoção de cargas trariam progresso para a região.
Da maneira como foi imposta pelo governo brasileiro com a participação de empresas americanas, foi um caos total. Por causa da construção deste empreendimento, travou-se uma das maiores e mais sangrentas revoltas camponesas da História da Humanidade. E aconteceu em Santa Catarina. No dia 22 de outubro de 1912, na cidade de Irani, tropas paranaenses comandadas pelo coronel João Gualberto travaram um violento combate com um grupo de sertanejos sem-terra, liderados pelo “monge” José Maria que pregava a volta da Monarquia e a construção de uma sociedade igualitária. O conflito, que se alastrou por dezenas de cidades catarinenses, durou quatro anos e causou a morte de cerca de 20 mil pessoas.
Vários acontecimentos produziram este levante popular: a disputa de limites entre Paraná e Santa Catarina; a construção da estrada de ferro São Paulo - Rio Grande, pela poderosa multinacional Brazil Railway pertencente ao Sindicato Farquhar; a instalação da segunda maior madeireira da América, a Southern Brazil Lumber & Colonization Company Inc.
Este conjunto de fatores convergia para uma mesma direção: a expulsão dos camponeses, habitantes nativos da região, a ocupação de suas terras e a exploração das ricas reservas de pinheiro araucária. Nesse período praticou-se a primeira devastação ecológica industrialmente planejada na América Latina com a derrubada de mais de dois milhões de pinheiros e outras madeiras nobres.
A estrada de ferro, da maneira como foi construída, inicialmente trouxe mais desordem, destruição do que progresso para a região sul. É incomensurável o tamanho da devastação, do prejuízo causado por este projeto ferroviário do início do século passado. Tanto a estrada de ferro como a madeireira estavam intrinsecamente ligadas, pois a estrada ia onde estava a madeira. O transporte de toras era feito por via ferroviária. Hoje muitas estações e lugares aonde o trem chegou, não funcionam mais. Ficou praticamente inviável sua funcionalidade. A madeira de araucária e imbuia, praticamente acabou.
Ficou evidente que a construção da malha ferroviária apenas servia há alguns poucos interesses pessoais.
Ao relembrar meus tempos de criança, quando ia para Itajaí junto com meu pai buscar cargas de botijões de gás para revender aqui em Curitibanos, lembro que ao redor do rio Itajaí acompanhava a BR 470 uma antiga estrada de ferro. Anos mais tarde, soube que a idéia inicial era fazer a ligação entre o leste e o oeste do Estado.
No ano de 1909, foram inaugurados os primeiros 30 km de linha da Estrada de Ferro Santa Catarina, partindo de Blumenau para Indaial. A partir desta data, começaram a circular regularmente os trens entre Indaial e Blumenau, marcando uma nova era de progresso e desenvolvimento para o Vale o Itajaí. A Estrada de Ferro foi a primeira obra verdadeiramente planejada, no Vale do Itajaí. Seu leito foi construído em altitude tal, que uma enchente tida como moderada não a pudesse alcançar.
Em 1923, começou a ser construído o trecho ferroviário em direção a Rio do Sul, sendo que para isso, era necessário subir a Serra do Mar. Em razão das dificuldades que a serra oferecia aos construtores, este trecho só pode ser inaugurado na Estação de Lontras, em 1929.
Quando então, no ano de 1932, seria inaugurado o trecho até Rio do Sul e em 1937, inaugurava-se o trecho Rio do Sul até Barra do Trombudo. A construção continuava o último prolongamento da E.F.S.C.
Aconteceu em 1958, quando os trilhos chegaram até Trombudo Central. Em 1964 os trilhos chegaram até São João da Agrolândia. Apenas sete anos antes de ser desativada. A ferrovia então foi desativada no dia 13 de março de 1971.
O cenário agora é o início do século XXI. A discussão é novamente a construção de uma nova ferrovia cortando Santa Catarina, desta vez, de leste a oeste do estado. Discute-se se passará por aqui ou por lá. Há mobilização de políticos, empresários e pessoas com algum tipo de interesse no projeto. Ficam como lição, os fracassos anteriores das construções ferroviárias em Santa Catarina. A estrada de ferro construída na região do contestado e a estrada de ferro do vale do Itajaí até o alto vale. Será que agora acertaremos?

Fontes:

quinta-feira, 8 de abril de 2010

LEI DA FICHA LIMPA É ADIADA



Econ. Antonio Carlos Popinhaki

Os deputados federais desprezam o projeto que refina os políticos com passado sujo. Apesar de mais de um milhão e meio de assinaturas do povo ser apresentadas visando à renovação do parlamentares, pois a maioria dos que atuam em Brasília tem algum passado obscuro.

Sem nenhum receio, mesmo diante das câmeras e dos gravadores da imprensa, os deputados federais pelejam com efervescência para corrigir “supostos defeitos” do projeto que exige ficha limpa dos candidatos em eleições. Discursos não faltam para empurrar a decisão. A razão principal é que a maioria dos parlamentares tem ou teve alguma pendência com a justiça. Somando a isso, há enormes lobbies de pessoas interessadas em perpetuar os mandatos de afilhados corruptos, resquício do “coronelismo” do século XX.

Os parlamentares tentam sepultar a proposta nos bastidores do congresso. A estratégia é fazer de tudo para impedir que o tema chegue ao plenário da Câmara e seja aprovado a tempo de a restrição valer para este ano. A votação prevista para o dia 07 de abril de 2010 foi mais uma vez adiada, desta vez para maio.

Como apenas os partidos de oposição apóiam a votação imediata da proposta, o projeto voltará à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que terá até o dia 29 para discutir o assunto. Apesar das mudanças terem sido apresentadas por iniciativa popular em setembro de 2009, parlamentares afirmam que é necessário debater melhor.

O projeto encontra grande resistência na Casa, especialmente por estabelecer a inelegibilidade para políticos condenados nas primeiras instâncias da Justiça. Integrantes da base do governo Lula trabalham para que fique inelegível somente quem for condenado em segunda instância judicial. Mesmo assim, com a garantia de recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que permitiria a suspensão da condenação. Pela lei atual, fica proibido de concorrer quem foi condenado em última instância, sem direito de recorrer.

Outra justificativa de bancadas para postergar a votação é o fato de a proposta não ter maioria. Se a Casa votasse o tema hoje, correria o risco de se desgastar. Partidos como PT e PMDB prometem dar acordo para levar a questão à votação até o dia 29.

Mais de 1,5 milhões de brasileiros que assinaram o projeto foram desrespeitados.

Entidades como a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a OAB prometem incitar a população de forma a pressionar os deputados. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também criticou a postura da Câmara.

Tomei conhecimento pela imprensa da grande embromação que os parlamentares estão fazendo em Brasília para que este projeto seja esquecido, engavetado ou, se aprovado, que seja válido para as eleições de 2012.

segunda-feira, 29 de março de 2010

DESMENTINDO ALGUMAS HISTÓRIAS DA BÍBLIA


O DILÚVIO

A Bíblia conta uma história sobre um dilúvio que matou todos os seres viventes, com exceção apenas de um homem chamado Noé, sua família, e a um par de cada espécie de animal escolhidos por Deus (Gênesis, capítulo 7). Segundo a Bíblia, após Noé, sua família e os animais terem adentrado na arca, que foi construída pelo próprio Noé, iniciou-se uma chuva que durou “quarenta dias e quarenta noites”, além de que “se romperam todas as fontes do grande abismo” (referência aos lençóis freáticos). A Bíblia afirma que a quantidade de águas foi tão abundante que encobriram todos os montes “quinze côvados acima” (o que equivale a cerca de 7 metros atualmente). O “monte” mais alto do mundo, como todos sabem, é o Everest. Possui exatos 8.844,43 metros (segundo as últimas avaliações), que se localiza na cadeia de montanhas do Himalaia. Se a história da Bíblia estivesse correta, as águas do Dilúvio chegaram a 8.851 metros. As precipitações atmosféricas estão geralmente ligadas a algumas poucas famílias de nuvens: altos-estratos, nimbos-estratos e cúmulos-nimbos. Essas últimas são muitas vezes associadas a chuvas fortes, neve ou granizo, trovoadas e até furacões. A chuva constante, que dura o dia inteiro, é geralmente produzida por altos-estratos ou nimbos-estratos. A altitude em que se encontram estas nuvens, mantidas em suspensão pelo movimento vertical do ar na atmosfera, estão entre 2 e 7 km (altos-estratos e nimbos-estratos); e 0 a 2 km de altitude (cúmulos-nimbos). Nesse momento nota-se uma incongruência: Se a Bíblia afirma que as águas chegaram a 8.851 metros, como isso é possível já que as nuvens que estão ligadas as chuvas constantes encontram-se entre 2 e 7 km? Pode-se até cogitar a “contribuição” das águas dos lençóis freáticos (“fontes do grande abismo”), mas estas não possuem reservas aqüíferas em quantidade suficiente para preencher os “restantes” 1.851 metros de altura que faltariam se a medição da Bíblia estivesse correta. Os lençóis freáticos estão localizados na parte composta de terra, sendo esta minoria no planeta.
Uma grande inundação teria deixado evidências. Na verdade as evidências apontaram para a não inundação. Assisti no Discovery Channel uma explicação em documentário feito recente sobre o assunto que, se houvesse 40 dias de dilúvio não poderia ter inundado toda a terra. Se tivesse acontecido isso, haveria evidências no solo, porém elas não foram encontradas.
Disseram também que uma inundação mundial teria feito a atmosfera aquecer em até 6000 graus e os gases que seriam liberados impossibilitariam a vida na terra, ninguém sobreviveria! A Bíblia diz que a arca ficou no monte de Ararat e várias expedições foram para a encosta do Ararat e encontraram apenas uma madeira, quando foram datá-la, não pertencia ao tempo de Noé.
Admite-se que a inundação tenha ocorrido apenas regionalmente, na região da Mesopotâmia, pois verificaram o solo de 3 cidades mesopotâmicas e lá sim, encontraram evidências da inundação, mas só lá. "O que parecia um barco", não passava de ROCHAS SEDIMENTARES, que são vistas, como uma pilha de tábuas. Existem 3 tipos de rochas: Sedimentares, ígneas e metamórficas. Essa tal Arca, não passa de um engano. Esse documentário há muito tempo, que anda pelo mundo. Comprovado pela ciência: "A visão" de uma imensa embarcação, no topo do Monte Ararat, na Turquia: São rochas sedimentares! Somente os leigos ainda recusam aceitar os resultados científicos. DISCOVERY CHANNEL, HISTORY CHANNEL, NATIONAL GEOGRAPHIC e outros canais do mesmo calibre, trazem a voz da ciencia com resultados comprovados!

Detalhes Adicionais
Se disserem que não foi Noé, foi Deus quem possibilitou esse milagre da arca ter conseguido sobreviver ao dilúvio, pergunto: se foi milagre, pra que construir uma arca? Só que mesmo assim, descobriram que a inundação mundial não aconteceu! OS GASES NOCIVOS PÓS INUNDAÇÃO TERIA IMPOSSIBILITADO A VIDA NA TERRA.



JOSÚE PARA O SOL E A LUA

A Bíblia conta outra história interessante, a de Josué na batalha contra um povo chamado amorreus (Josué, capítulo 10, versículos 12-13). Neste relato, a Bíblia afirma que Josué manda “o Sol deter-te em Gibeom, e a lua no vale de Ajalom”, de forma que o sol, segundo a mesma, que “se encontrava no meio do céu”, durou “por mais de um dia inteiro”. Portanto, este dia “prolongado” durou cerca de 36 horas!
A idéia de o Sol e a Lua “pararem” já é absurda em si mesmo, pois reflete uma visão de mundo no qual a Terra é plana (Sabemos hoje que a Terra é uma esfera achatada). Mesmo assim, aceitando-se a premissa do Sol e a Lua “pararem”, que na verdade pode ser interpretada como se a Terra é que tivesse parado seu movimento de rotação, alguns problemas sérios nesta história surgem.
A Terra encontra-se a uma velocidade de 1666,6 Km/h (ou cerca de 30.000 m/s), na linha do Equador, onde o raio da Terra é maior e vai diminuindo à proporção que se aproxima dos pólos. A essa velocidade a duração média do dia terrestre é de aproximadamente 24 horas.
Se a Terra “parasse” repentinamente seu movimento de rotação, iriam ocorrer terremotos violentos por causa do choque repentino de todas as placas tectônicas; a ativação de todos os vulcões e a formação de novos; surgimento de ventos de mais de 1600 quilômetros por hora (velocidade aproximada da rotação da Terra); além de ondas realmente gigantes e devastadoras e, também, todos os seres terrestres seriam lançados a uma distância enorme (imagine um ônibus lotado, a essa velocidade, que freia bruscamente, e você vai compreender a idéia).
Outro ponto importante é que se a Terra parasse o seu movimento de rotação, toda a energia cinética desta rotação vira energia térmica. Ou seja, seria impossível sobreviver qualquer ser, pois toda a camada superior da Terra seria queimada pelos raios solares ultravioletas, que são retidos pela atmosfera, essa qual seria prejudicada pela ausência da rotação.

JONAS E O “PEIXE GRANDE”

A Bíblia conta mais uma história no mínimo curiosa: A de Jonas, o homem que foi engolido por um “peixe grande” (leia-se: Baleia), e que permaneceu vivo dentro deste “peixe” por exatos três dias (Jonas, capítulo 2, versículo 1-11). Jonas somente foi expelido pelo peixe após orar a Deus, indo parar na praia Ponto Euxino.
Esse é mais um caso em que a realidade vista através da lógica e da ciência desmente os relatos bíblicos. Primeiro deve-se levar em consideração que muitos líderes religiosos tratam esta história como uma metáfora da rebeldia de Israel ao se afastar de Deus, mas esse tipo de argumento choca-se diretamente com as palavras do próprio Jesus, que tratou do caso como fato histórico (Mateus, capítulo 12, versículo 39-41). Dessa forma, é preferível acreditar em Jesus no que tange a “veracidade” desta história. Mas vamos analisar esta suposta veracidade adiante.
Apesar de sua imensa boca, todas as baleias têm o esôfago muito estreito. Por isso, nutrem-se de pequenos peixes e organismos marinhos, que recolhem enchendo a boca de água e depois deixando-a escoar através de uma rede de 400 lâminas ósseas, as quais substituem os dentes - que as baleias não têm. Desta maneira, seria impossível que um homem adentra-se no estômago de uma baleia. O Sr. Jacques Cousteau, o maior oceanógrafo de nossos tempos, falecido em julho de 1997, afirmou que nenhuma baleia possui a garganta tão grande, capaz de engolir um ser humano; que somente uma garoupa gigante seria capaz disso.
Outro questionamento está ligado à respiração de um homem dentro de uma baleia, esta qual seria impossível já que as baleias são bastante econômicas quanto a sua respiração, permitindo as mesmas ficarem cerca de 20 minutos dentro d’água.


A INFLUÊNCIA DA EPOPÉIA DE GILGAMESH NA ESCRITA DO GÊNESIS

Em meados do século XIX, após a descoberta na antiga cidade de Nínive da biblioteca do imperador assírio Assurbanípal (668-627 a.C.), o mundo redescobriu as antigas grandes civilizações da Mesopotâmia em tábuas de argila contendo escritos em sinais mais tarde denominados cuneiformes. Civilizações estas de que até então, o pouco que se conhecia estava contido nos livros da Bíblia, em informações “escassas e pouco reveladoras, uma vez que estavam diretamente relacionadas com a história do povo hebreu”.(CORREA, 200-, p. 2).
Tais descobertas deram início a uma espécie de “corrida ao ouro bíblico” que propunha evidenciar arqueologicamente as sagradas escrituras. Outras ruínas então, como as de Uruk, Ur e Nipur, começaram ser escavadas e revelaram mais inscrições sobre o passado do Oriente Próximo.
O trabalho de decifração destas tábuas foi realizado por vários pesquisadores, mas coube ao arqueólogo britânico George Smith, a primeira tradução contendo um trecho da Epopéia de Gilgamesh: o relato do dilúvio. Em 1872, Smith anuncia sua descoberta1 em um encontro da Sociedade de Arqueologia Bíblica causando um “forte impacto na Europa (...) por apresentar um texto pagão aparentemente antecipando a Arca de Noé”.(CORREA, 200-, p. 2).
Ver mais em: http://www.klepsidra.net/klepsidra23/gilgamesh.htm
A Bíblia é o livro mais vendido de todos os tempos. É também um dos menos lidos. A imagem que se tem da Bíblia é de um livro santo, que prega o amor, a bondade, a humildade. Ledo engano. A Bíblia, principalmente o Antigo Testamento, tem passagens sangrentas e cruéis, de fazer inveja aos piores filmes de horror.
Quando Moisés desceu do Monte Sinai com as tábuas da lei percebeu que seus seguidores faziam orgias e adoravam um bezerro de ouro (Êxodo, 32:27-8). Furioso, vociferou: “Ponde cada um de vós a espada a seu lado. Percorrei o acampamento e voltai, de portão a portão, e matai cada um o seu irmão, e cada um o seu próximo, e cada um o seu conhecido próximo”. “E os filhos de Levi passaram a fazer o que Moisés dissera, de modo que naquele dia caíram do povo cerca de três mil homens”.
Em Deuteronômio 20:10 e seguintes, encontramos trechos horripilantes. Jeová, o Deus do Antigo Testamento, o mesmo que dissera “não matarás”, aconselha aos hebreus que, ao encontrarem outro povo, façam proposta de paz. Se aceitarem a paz, deverão ser escravizados para fazer trabalho forçado. Se recusarem a proposta de paz, Jeová os entregará nas mãos dos hebreus, que deverão matar todos os homens com o fio da espada. Em seguida, deverão saquear todos os despojos, inclusive as mulheres, as criancinhas e os animais domésticos.
No mesmo livro, cap. 7, Jeová diz que seu povo escolhido deverá aniquilar sete povos que lhes serão oferecidos. “E tens que consumir todos os povos que Jeová, teu Deus, te dá. Teu olho não deve ter dó deles”.
Jeová não brinca em serviço. Em II Crônicas 15:13, sentencia: “...todo aquele que não procurar por Jeová, o Deus de Israel, seja jovem ou velho, homem ou mulher, deverá ser morto”. Em Êxodo 22:20, demonstra sua absoluta intolerância: “Quem oferecer sacrifícios a quaisquer deuses, e não somente a Jeová, deverá ser completamente destruído”.
Em Deuteronômio 22:22-23: “Caso um homem seja encontrado deitado com uma mulher que não tenha dono, ambos têm que morrer juntos...” E continua: “...tendes que levá-los para fora do portão daquela cidade e tendes de matá-los a pedradas, e eles têm que morrer”.
Em Deuteronômio 21:18, Jeová ordena que, se um homem tiver um filho obstinado e rebelde, ele e a mãe devem levá-lo para fora da cidade, chamar os anciãos e dizer-lhes que o filho deverá morrer. Todos os homens da cidade deverão atirar pedras nele até morrer. Quem trabalhar no sábado deverá ser morto. Sendo assim, toda a cristandade, com a possível exceção dos adventistas (que guardam o sábado), deveria ser exterminada da face da terra.
Olho por olho – a pena de talião – é a lei do Antigo Testamento. Não há lugar para perdão nem piedade. No entanto, Jesus, o mesmo Jesus que mandou dar a outra face, no Novo Testamento, também tem momentos de furor, como em Mateus 10:34: “Não penseis que vim estabelecer paz na terra; vim estabelecer, não a paz mas a espada. Pois vim causar divisão; o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe. Deveras, os inimigos do homem serão pessoas de sua própria família. Quem tiver maior afeição pelo pai ou pela mãe maior que por mim, não é digno de mim; e quem tiver maior afeição pelo filho ou pela filha que por mim não é digno de mim”.
Quem duvidar, que confira!

quarta-feira, 24 de março de 2010

O AQUECIMENTO GLOBAL

Econ. Antonio Carlos Popinhaki

Exponho hoje mais alguns pensamentos e reflexões sobre o aquecimento global. Dias atrás, assisti um documentário na internet no Discovery Channel sobre vulcões. Descobri que os vulcões são os principais responsáveis pelo aquecimento deste planeta há milhões de anos. Isso, porque o núcleo da Terra está em constante atividade. Os recentes terremotos e erupções vulcânicas são a comprovação de que isto é verdade. O núcleo deste planeta é tão quente quanto a temperatura do sol. Em tempos remotos era impossível a vida devido este calor todo estar na superfície.
A teoria das religiões do criacionismo aos poucos vai caindo por terra. Isto porque a complexidade de todo este calor e resfriamento levou uma eternidade. Toda a água na Terra veio do espaço, trazida por gigantescos impactos de corpos celestes durante a própria formação do planeta. Isto data de 4,55 bilhões de anos. Esta água fora a responsável pelo resfriamento do planeta. Foram feitas simulações de colisões de corpos celestes que indicaram sua responsabilidade de transporte de 5% a 20% de água para o nosso planeta. Colisões de corpos do tamanho de um planeta com cerca de 1000 quilômetros de diâmetro completaram a tarefa, na formação da prórpria Terra.
De acordo com simulações, esses embriões acertaram a Terra no estágio final da formação do planeta. Foram impactos gigantes quando a Terra tinha de 80% a 90% da sua massa atual. A Lua, nosso satélite natural é na verdade parte de nosso planeta. Numa época remota houve um impacto tão grande que um pedaço se desprendeu, formando o astro que nos ilumina nas noites de céu sem nuvens.
Com a água que fora trazida para este planeta, também vieram alguns gases como o ozônio, o hélio, o hidrogênio, o oxigênio. Gases estes presentes na atmosfera. Formou-se uma grande massa gasosa de particulas de água em volta do planeta. A luz solar foi impedida de chegar na superfície do planeta devido a espessura desta massa gasosa. Consequentemente, a terra esfriou, formaram-se os mares e começou então, a vida.
Os vulcões, todavia, nunca foram extintos e nem aparentemente serão num futuro próximo ou distante. Como falei anteriormente, há intensa atividade sob nossos pés. As placas tectônicas estão em movimento, boiando sob um inferno de lava. Quando se chocam, acontece um terremoto em um local qualquer, matando muitas vidas. Isso sempre aconteceu. Os dinossauros e outros répteis na era jurássica desapareceram sob esta atividade.
Consequentemente, depois de jogar toneladas de carbono e gases nocivos na atmosfera, o planeta tende a resfriar-se. Passar por uma espécie de purificação. Isso, por causa da grande quantidade de água existente na superfície. Num documentário sobre animais da pré história, feito pela rede inglesa BBC, foi nos mostrado que um dia a Antártida teve clima tropical como o do Brasil. Também não podemos esquecer da era glacial, onde por um longo período, o planeta Terra foi envolto em extensas mantas de gelo.
Agora, voltando nossos pensamentos para a nossa atual época. O mundo está aquecendo rapidamente. Isso é fato e é inquestionável. Dizem que o homem é o culpado. Isto também é fato porque o homem acelera este aquecimento com a emissão de intensos volumes de gases nocivos como o carbono, por exemplo, na atmosfera do planeta. O aquecimento global é ocasionado principalmente pelo processo que ocorre quando uma parte da radiação solar refletida pela superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera. Como consequência disso, o calor fica retido, não sendo libertado para o espaço. O efeito estufa dentro de uma determinada faixa é de vital importância pois, sem ele, a vida como a conhecemos não poderia existir. Serve para manter o planeta aquecido, e assim, garantir a manutenção da vida. O que se pode tornar catastrófico é a ocorrência de um agravamento do efeito estufa que desestabilize o equilíbrio energético no planeta e origine um fenômeno conhecido como aquecimento global.
O desequilíbrio ocorre justamente porque, além dos gases que o próprio planeta expele, aceleramos o processo. Emitimos gases também. Nossos automóveis movidos com combustível fóssil à base de petróleo, nossas chaminés de indústrias. As queimadas provocadas com o intuído de limpar áreas para a agricultura ou pecuária são na verdade agentes que aumentam em muito a sujeira na atmosfera da Terra.
Até quando isso vai perdurar? Alguns cientistas acham que daqui há 50 anos a vida será muito dificultosa pois haverá falta de água e alimentos. As geleiras dos pólos estão derretendo há anos e os mares estão subindo. Parece que isso tudo está acelerando a atividade interiorana do planeta e há mais terremotos, maremotos e tsunamis.
O que nos resta fazer então? Devemos ter a consciencia de que o homem não é o verdadeiro dono do planeta Terra. Estamos aqui como consequencia. A primitividade de vida que se desenvolveu “milagrosamente”, com intervenção divina ou não., certamente não foi humana. Após longo período de evolução, chegou nossa vez de aparecer em cena. Como dizemos que temos racionalidade, então, cabe a nós decidir sobre:

  • Natalidade desenfreada e contínua;
  • Meios de transportes poluidores à base de petróleo;
  • Indústrias que despejam toneladas de fumaça na atmosfera;
  • Queimadas com objetivos toscos de produzir alimentos em áreas cada vez maiores. O ideal é a alta produtividade com tecnologia em áreas menores.


  • Construções de hidrelétricas em áreas que tem muita mata e que emitem gases de decomposição animal e vegetal.

Ainda há tempo! Que cada um de nós possa refletir e fazer sua parte não mais agredindo o meio ambiente com desmatamentos, extrativismos desenfreados.

Um abraço a todos!